Falecido na madrugada desta sexta-feira, dia 25, em Havana, capital de #Cuba, o revolucionário e ex-presidente cubano Fidel Castro acumulou polêmicas e se tornou uma das figuras mais controversas da #História em seus 90 anos de vida.

Após assumir o poder em 1959 e transformar o país em socialista em 1961, Fidel enfrentou uma ferrenha rivalidade com os Estados Unidos, que iniciaram um embargo econômico para obrigar os cubanos a abrirem mão de seu regime comunista, financiado pela União Soviética em plena época de guerra fria.

Fidel também afirma ter sofrido diversas tentativas de assassinato dos americanos, chegando a dizer que, se as tentativas fossem um esporte, teria ganhado medalha de ouro várias vezes.

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Ao longo de seu governo, Fidel investiu em transformações como reforma agrária e investimentos em educação, saúde e esporte, transformando Cuba em referência nestes assuntos. Com as políticas sociais, o alfabetismo da população chegou a 98% e toda a população da ilha passou a ter acesso a um bom sistema de saúde, o que reduziu a mortalidade infantil para 11 a cada mil nascidos no país.

Apesar de ser elogiado por organizações especialistas por algumas de suas políticas, Fidel também colecionou inimigos. Após cancelar as eleições democráticas no país, ainda no início dos anos 60, Fidel se consolidou como único governante até 2008, quando se licenciou para tratar de sua saúde deu lugar a seu irmão mais novo e atual presidente, #Fidel Castro.

Ao longo de seus quase 50 anos de governo, Fidel foi acusado de suprimir greves, fechar veículos de comunicação contrários ao seu governo e de executar, exilar e prender pessoas contrárias ao seu regime.

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Considerado ditatorial, seu governo fez com que muitos cubanos deixassem o país em barcas para os Estados Unidos. Em 1980, Fidel autorizou oficialmente quem desejasse deixar o país, o que motivou 125 mil pessoas a se exilarem.