Depois de anunciada a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais norte-americanas, na manhã desta quarta-feira (9), protestos e manifestações em várias cidades dos Estados Unidos e nas redes sociais ganharam grandes proporções.

#Celebridades de todas as áreas começaram a se manifestar contra o resultado das urnas. Cantores, atores, apresentadores de televisão e outros, que participaram da campanha da candidata democrata Hillary Clinton demonstraram sua inconformidade.

A cantora Madonna publicou: "Uma chama está acesa. Nós nunca desistimos. Nós nunca vamos desistir dos Estados Unidos". No mesmo tom, a apresentadora Ellen Degeneres, Paris, filha de Michael Jackson, e a escritora JK Rowling, postaram frases de repúdio a Trump.

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O ator Mark Ruffalo protestou: "Nós temos que lutar contra!". Chris Evans foi enfático: "É uma noite embaraçosa para a América. Nós permitimos que um traficante de ódio liderasse nossa grande nação... Estou devastado". A cantora Kesha disse estar enlouquecendo e propôs: "No pior caso, vamos mudar para a Nova Zelândia".

Manifestações na campanha à presidência

Antes da votação, alguns dos protagonistas de Os Vingadores, como Scarlett Johansson, Robert Downey Jr e Mark Ruffalo, haviam participado de um vídeo no qual pediam para que os americanos não votassem em #Donald Trump.

Bono Vox, ativista e líder da banda U2, também participou da campanha contra Trump. Em show realizado na cidade de Las Vegas, um vídeo com falas editadas do candidato foi apresentado em um telão, simulando um diálogo com Bono.

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As frases escolhidas mostravam Trump desequilibrado e preconceituoso.

O ator Robert de Niro, em vídeo, chamou Trump de "estúpido, porco e vigarista".

Protestos: "Trump não é meu presidente"

Logo depois da confirmação de que Trump será o novo presidente dos EUA, centenas de estudantes de reuniram na Universidade da California para protestar. O mesmo aconteceu na Universidade de Colúmbia, em Nova York. Em Portland, manifestantes fizeram uma fogueira. Em Oakland, também na Califórnia, os manifestantes colocaram fogo em barricadas e provocaram o atraso de trens.

Imigrantes ilegais se reuniram em frente à Casa Branca, em Washington, portanto uma faixa com os dizeres "Trump racista".

Com o grito de ordem "Trump não é meu presidente", estão programados atos de protesto, que deverão ocorrer ao longo dos próximos dias em todo o país.

Em seu discurso após a vitória, o agora eleito futuro presidente norte-americano declarou: "É hora de nos juntarmos como um povo unido. Serei presidente de todos os americanos". Apesar da tentativa, não parece que Trump está convencendo os eleitores de Hillary. #Eleições EUA 2016