Cada vez mais, as mães têm conquistado um direito que sempre deveria ter sido delas: o de dividir as tarefas com o pai da criança. Recentemente foi aprovada nos Estados Unidos uma lei que obriga todos os prédios do governo e todas as repartições públicas a disponibilizarem #trocadores de fralda nos toaletes masculinos.

Barack Obama foi responsável por sancionar a lei "Babies Act", um pouco antes de deixar o cargo de presidente.

David Cicilline, parlamentar autor do projeto de lei, defende que os governos devem disponibilizar banheiros próprios para a família. Ele explica que nenhuma mãe e nenhum pai deveriam ter que se preocupar com a higiene do local onde trocam os bebês, que esta deveria ser uma preocupação do governo, sobretudo em prédios públicos.

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Em 2015, o senador de Nova York, Brad Hoylman, já havia defendido a #luta pela igual de gênero e apresentou uma proposta para que os #banheiros masculinos tivessem trocadores de fraldas. Brad é casado com outro homem e tem com ele uma filha de quatro anos, o que torna esta luta ainda mais pessoal para o político, já que por diversas vezes ele relata ter precisado trocar seu bebê em chãos de banheiro e até mesmo em estacionamentos.

Brad alerta para o fato de que apenas os banheiros femininos têm trocadores, mostrando o preconceito contra as mulheres, que são vistas como as únicas cuidadoras das crianças. O senador defende que este cenário deve mudar, já que existem muitos pais solteiros e casais homossexuais.

A luta de Ashton Kutcher

Também em 2015, o ator Ashton Kutcher iniciou uma campanha nas redes sociais para que fossem colocados trocadores nos banheiros masculinos.

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O americano administrou uma petição para que a Target e a Cosco, duas grandes redes de varejo americanas, disponibilizassem trocadores para mulheres e também para homens.

O ator é pai de primeira viagem e conquistou uma vitória, conseguindo mais de 100 assinaturas e levando às empresas a reconhecerem a importância desta luta. Cosco comprometeu-se a instalar os trocadores para família nas lojas novas.

No Brasil e no mundo

Embora os Estados Unidos tenha conquistado este avanço, a licença maternidade dura apenas 12 semanas e as mães não recebem nenhuma remuneração, quesito em que o Brasil está muito mais avançado. Se tratando desse assunto, os Estados Unidos fica ao lado de países como Zâmbia e Nigéria. Se tratando dos pais, a situação é ainda pior: apenas três estados têm leis que reconhecem a licença paternidade.

Na Europa a licença é reconhecida aos pais, que recebem 480 dias de pausa no trabalho para os filhos. Tal divisão pode ser decidida pelos próprios genitores.