Colunas de conselhos são comuns na imprensa de língua inglesa. Às vezes, como acontece com articulistas e cartunistas, suas produções são distribuídas por “syndicates” a vários jornais simultaneamente. Leitores enviam pedidos de aconselhamento e, algumas destes pedidos recebem repostas, que são publicadas (há exceções:  Marjorie Proops, do Daily Mirror, respondia todas as cartas, mesmo que não fossem ser publicadas). Nos jornais britânicos, um termo usado para estas #mulheres (geralmente a personagem é feminina mesmo que se trate de um homem ou grupo de indivídios) é agony aunt, “tia da agonia”, ou seja aquele parente ou pessoa próxima com quem você pode dividir suas dúvidas e temores e de quem você espera simpatia e conselhos sinceros.

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Uma carta chegou a “Querida Deidre”, “tia da agonia” do jornal The Sun. O autor diz ser um jovem de 23 anos e afirma ter problema inusitado: seu órgão sexual é muito grande e, aparentemente, as mulheres se aproximam dele apenas para experimentar o #sexo com ele - e, satisfeita a #Curiosidade, somem. Sua vida romântica se limita a “one-night stands” (casos de uma noite só), o que, afirma, está arrasando sua vida. Ele se pergunta se elas o deixam tão rápido por causa do seu desempenho na cama ou apenas queriam usá-lo desde o começo. Ele diz que se sente tão inseguro que (muitos homens não devem nem acreditar que um homem nessa situação possa se sentir inseguro) que tem pesquisado operações de redução do órgão, pois teme que continuem a deixá-lo depois de “terem seu dia com ele” para formar famílias com outros caras enquanto ele termina sozinho.

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Tudo começou, diz ele, depois de ter enviado uma foto íntima à namorada (o que ele reconhece ter sido uma tolice e atitude da qual se arrepende amargamente), pensando que ela apagaria depois. Em vez disso, mostrou para as amigas e isso atiçou o interesse. No começo, “toda aquela atenção foi fantástica”, mas, a namorada se chateou com a situação e largou-o.

Solteiro e desimpedido, dormiu com outras garotas, mas, depois da primeira relação, é difícil manter o interesse delas. Seu mais recente caso foi uma garota que ele encontrou na academia. Ela não o conhecia, a química deles parecia perfeita, era tudo tão promissor. Tiveram alguns encontros, ele preferiu não apostar no lado sexual imediatamente, esperando-o que dando-lhe tempo para conhecê-lo como pessoa e se interessar por ele, não só por seu órgão sexual. Tornaram-se próximos, ele acreditou que se tratava da pessoa ideal para uma relação duradoura, mas... A mesma velha história: depois do sexo sumiu. Pior: compartilha mensagens sobre o tamanho do sexo dele em mídias sociais.

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“Querida Dreide” aconselhou a encarar a questão com calma - começando por entender que ele teve sorte de se livrar da fofoqueira, uma garota cruel na qual homem algum que conheça essa história vai confiar -, não se apressar a chegar à cama com uma garota e ser cuidado e gentil, ter certeza de que eles se importam um com outro, para que ela possa tranquilizá-la quanto a sua determinação de garantir que o sexo seja confortável e prazeroso para ela- tomado esse cuidado, ele provavelmente poderá desfrutar de uma vida sexual saudável sem precisar recorrer a operação—e recomenda o folheto “Manhood Too Largue?” de sua autoria

E você? Acha que o velho ditado está certo e pode mesmo haver “muito de uma boa coisa”?