É cultura do Malaui, país situado na África central, pais contratarem um homem para fazer sexo com as meninas, quando elas atingem a puberdade.

Quando ocorre a menarca (primeira menstruação), as #adolescentes são obrigadas por suas famílias a participar de um ritual de purificação, no qual passam três dias fazendo sexo com um homem. Embora no Ocidente essa conduta pareça absurda, em alguns lugares do Sul do Malaui é considerada normal.

As famílias acreditam que, caso a garota se recuse a consumar o ato, será acometida por uma grave doença.

Um dos “hienas” – como são conhecidos os homens que recebem dinheiro para fazer sexo com as adolescentes – admitiu, em entrevista à rede de televisão BBC, que era possuidor do vírus HIV, porém, nunca havia informado às famílias que o contratavam.

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Chegou, inclusive, a confirmar ter feito sexo com pelo menos 100 mulheres, as quais, grande parte, ainda estavam em idade escolar. Admitiu, ainda, que preferia as garotas mais velhas, porque estas sentiam prazer com a relação sexual e faziam propaganda para as amigas, afirmando que ele era homem com H maiúsculo.

Eric Aniva, o hiena, afirmou que fazia parte de um grupo de 10 homens que exerciam essa profissão na região.

Com a divulgação da reportagem pela BBC, o Presidente do Malauí, dizendo-se chocado com a situação, ordenou a prisão de Eric sob o argumento de que este deveria ser julgado pelo #Crime de manter relações sexuais com menores de idade. Todavia, não obstante as meninas se dizerem contra a cultura, nenhuma foi prestar depoimento.

Não restando outra alternativa, o hiena foi julgado e condenado apenas pelo crime de conduta sexual com viúvas para obtenção da purificação.

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O quantitativo da pena a ser cumprida sairá apenas dia 22 de novembro, mas estima-se de que seja de 5 anos de reclusão.

Apesar da má repercussão do caso, em virtude de várias mulheres terem sido contaminadas com o vírus da AIDS, o julgamento e condenação não tiveram o apoio dos moradores da região, pois entenderam que a profissão de Eric faz parte da cultura local. #AIDS