Em julho deste ano, Eric Aniva, um "hiena" (homem contratado em vilas do Malauí, país do sudeste da África, para realizar #sexo – sem preservativos, como manda a tradição – com garotas e viúvas como ritual de purificação sexual das mulheres envolvidas), concedeu entrevista a Ed Butler, jornalista da rede BBC.

Na conversa, Aniva falou de sua profissão (segundo ele, havia 10 hienas em sua comunidade e todas as vilas do distrito em que vive, Nsanje, têm este tipo de profissional) e falou sobre sua carreira (disse ter dormido com 104 mulheres, mas como ele deu o mesmo número a um jornal local quatro anos antes, o repórter especula que ele simplesmente perdeu a conta já há um bom tempo).

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O homem disse também que a maior parte das mulheres com quem dormiu eram garotas em idade escolar (após a primeira menstruação, elas devem fazer sexo com o "hiena" durante três dias, sob pena, acredita-se, de causarem doenças e outras desgraças à família se recusarem) e que elas sentiam prazer com ele. Mais #Chocante ainda: revelou ser soropositivo (para o vírus HIV, causador da AIDS) e não comunicar isso a suas “clientes”.

Autoridades reagem

A repercussão internacional da entrevista de Aniva, que disse ainda estar se aposentando aos poucos e não desejar que sua filha passe pelo ritual – ele tem duas esposas e cinco filhos conhecidos, não sabendo se alguma “cliente” engravidou dele -- acabou levando o presidente do país africano, Peter Mutharika, a ordenar sua prisão. Segundo declaração do porta-voz do presidente, Mgeme Kalilani, “estas práticas horrorizantes são feitas por poucos, mas prejudicam a reputação internacional de toda a nação de Malauí e causam vergonha a todos nós”.

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No ano passado, o país africano aumentou a idade mínima para casamento de 15 para 18 anos. O ritual de purificação de viúvas foi proibido há alguns anos.

Foi justamente pelo crime de praticar o ritual de purificação de viúvas, tornado ilegal pela Lei de Igualdade de Gênero do Malauí, que o “hiena” foi condenado nesta semana. O presidente queria que ele fosse julgado por suas relações com menores de idade, mas nenhuma se apresentou para depor contra ele. Duas mulheres, entretanto, depuseram quanto à violação da Lei de Igualdade de Gênero. Aniva será sentenciado no dia 22 de novembro, terça-feira; a condenação mais provável é de cinco anos de reclusão. #Polêmica