Noticiada por uma das maiores emissoras do país asiático, a Rede NHK, a legislação migratória recém aprovada reavalia direitos de trabalhadores estrangeiros em território japonês passando a ter maior atenção por parte das autoridades japonesas. O texto traz programas que atendem uma demanda retraída de setores da economia. Agora com o apoio do governo japonês tais serviços passam a ter maior possibilidade de serem preenchidos por trabalhadores de fora do #Japão, informou o noticiário japonês.

Conforme informado pelo primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, a reforma tem como objetivo primordial estimular a economia, fomentando o crescimento populacional do país.

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Em 2013, com tendência de queda, a população economicamente ativa no Japão era menor que 80 milhões e o número atual é de aproximadamente 77 milhões de pessoas, conforme publicação do jornal econômico ‘Nikkei’.

Como funcionará a nova legislação migratória

Com a aprovação do projeto de lei pelos parlamentares do Japão, espera-se que lacunas existentes em segmentos específicos dentro do mercado de trabalho do país possam aos poucos serem preenchidas. A ideia é que esses postos possam ser legalmente preenchidos por mais cidadãos estrangeiros. A partir de agora será possível amparar os trabalhadores que já prestam serviços em condições consideradas precárias nas cidades do Japão: extensas jornadas e horas extras irregulares impostas por contratantes são comuns aos ilegais em várias partes do mundo.

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A visão agora está voltada para a mão de obra não qualificada conforme propõe a nova legislação, trabalhadores ao chegarem ao Japão terão supervisão de companhias e/ou entidades para manter a organização do sistema regido pela lei migratória dentro do território japonês, abrindo o mercado de trabalho para a colaboração mútua entre o Governo do Japão e trabalhadores de setores essenciais como o da saúde.

Projetos de colaboração já são comuns em alguns acordos de interesse econômico com o objetivo de aprimorar e atender a demanda do mercado de trabalho entre nações, como é o caso do pessoal de enfermaria oriundo das Filipinas, estes já participantes de projetos propostos pela reforma no controle de imigração japonesa.

Trabalhadores brasileiros no Japão

Segundo dados fornecidos pelo site 'Mundo Nipo', a comunidade brasileira ainda faz parte de uma pequena parcela de imigrantes do país. Em números percentuais o Japão atualmente conta com apenas 2% de trabalhadores de origem estrangeira. O país do sol nascente até faz pouco tempo incentiva programas de imigração voltados somente ao pessoal com formação técnica e maior qualificação, o que seria um dos motivos da população de imigrantes ser tão reduzida.

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Com a nova reestruturação da política migratória, os trabalhadores menos qualificados poderão acessar programas de cotas para imigrantes estrangeiros, ampliando a possibilidade de acesso aos setores com muita demanda no país como é o caso de assistentes de saúde e/ou cuidadores de idosos, por exemplo.

Há possibilidade da flexibilização das barreiras que ainda são consideradas rígidas para imigrantes com intenção de trabalhar em áreas como varejo, setores agrícolas, construção civil e educação pré-escolar, destacou o site que noticia fatos relevantes do Japão, o 'Mundo Nipo'. #Trabalhar no exterior #Emprego pelo Mundo