Acidentalmente, uma equipe de pesquisadores fez uma #Descoberta fascinante: um "cemitério de navios", naufragados em datas variadas, possibilitando uma viagem no tempo, especialmente aos Impérios Bizantino (séculos V até XV) e Otomano (Séculos XV até XX). Em princípio, avistaram os naufrágios mais recentes, do século XIX; em outra noite, porém, espantaram-se ainda mais, encontrando um #naufrágio que estima-se ter ocorrido no século IX..

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O fato interessante é que a pesquisa que os levou até o local, nada tinha a ver com naufrágios; era uma pesquisa geofísica, tentando determinar a rapidez com que o nível da água subiu naquela região (antes dotada de grandes áreas de terras, que acredita-se que eram habitadas por humanos), após o fim da última #era do gelo (que entre 12 e 18 mil anos atrás, inundou o local).

A importância desta descoberta

Alguns destes modelos de navios eram conhecidos apenas em livros e fontes históricas, porém nunca tinha sido vistos. Os pesquisadores encontraram um barco do período medieval, conhecido através dos livros, praticamente intacto; a variedade de modelos encontrada mostra a importância histórica da região, que foi uma parte importante de rotas comerciais e, também por este fato, palco de batalhas.

No Mar Negro passavam muitas embarcações comerciais, que carregavam os mais diversos produtos como grãos, óleos, animais e sedas; os especialistas acreditam que, quando começarem a verificar os itens dentro destes barcos, podem encontrar produtos do comércio daquela época.

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Estes não foram os primeiros naufrágios encontrados na região, mas certamente são os que estão mais bem conservados, provavelmente possibilitando mais descobertas aos pesquisadores.

O que garantiu a conservação dos barcos?

Estes barcos estão tão bem conservados graças à profundidade em que permaneceram todo este tempo. Eles foram encontrados a 1.800 metros da superfície; sem oxigênio em profundidades tão grandes, sua estrutura demora mais a se deteriorar comparando a outros locais, além de que, criaturas que normalmente se alimentam da madeira, não conseguem sobreviver nestas condições.