Um dos grandes males da sociedade moderna é o bullying. Crianças acabam mexendo com os próprios amiguinhos, mostrando não ter a menor piedade deles. Uma menina de onze anos, moradora do estado de Ohia, nos Estados Unidos, sabe bem disso. Bethany Thompson acabou cometendo um crime bárbaro contra si mesma. Ela se suicidou. E olha que Bethany era uma menina guerreira. Ela desde pequena conviveu com um câncer. Aos três anos, a garota foi diagnosticada com um  tumor no cérebro. A doença tinha grandes chances de matá-la, mas ela sobreviveu. Tudo graças às sessões de radioterapia. 

A história que poderia ter um final feliz começou a mudar a partir do momento que as radioterapias acabaram formando uma deformação no rosto da menina.

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O sistema nervoso dela foi afetdo e o seu sorriso também. A cura da doença da menina foi em 2008. Desde então, apoiada pelos pais, ela tentava ter uma vida normal. No entanto, o seu sorriso torto virou uma tormenta nas escolas americanas, conhecidas por terem um alto teor de bullying entre alunos desde sempre,  o que faz o governo Barack Obam investir cada vez mais em campanhas contra a prática. 

Além do sorriso irregular, o cabelo crespo da vencedora do câncer incomodava os seus colegas. Em outubro, depois de muitas provocações, Bethany não suportou mais. Calada, ela procurou uma arma na própria casa - é legal qualquer americano ter armas de fogo em suas residências, mesmo que não saibam utilizá-la - e atirou contra si mesma. A polícia local lamentou o caso. O padrasto da garota, que dormia na casa quando ela se matou, acordou espantado quando ouviu o tiro.

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Ao chegar ao local da cena, ele já não podia fazer mais nada, sua garotinha estava ali, estendida no chão e morta. 

Antes de se suicidade, Bethany conversou com uma amiga, avisando o que cometeria. A mãe da menina que sofria na escola não conseguiu impedir o ato da filha. “Tem uma peça faltando. Eu convivi com ela na minha vida por doze anos e agora ela se foi”, lamentou a mãe em uma entrevista à CNN.  #Família