A Grécia tem ocupado ao longo dos últimos anos manchetes nos noticiários pela dívida pública pela qual atravessa o país e por ser o porto seguro de milhares de refugiados que abandonam os conflitos e situação caótica no Oriente Médio e outros países, mas agora o foco é que o pequeno país helênico está dando um show de soberania nacional, na medida em que os navios de guerra da Marinha russa poderão atracar e receber as provisões que se fizerem necessárias nos portos gregos, conforme informações veiculadas pela agência de notícias russa, Ria Novosti, tendo como fonte um funcionário no Ministério da Defesa Nacional grego.

A pessoa em questão disse que qualquer tipo de pressão para que os navios russos não aportem em território grego, se torna completamente espúria e inconcebível para a Grécia, pois “a posição do ministro da Defesa Nacional da Grécia em relação à Rússia é clara – a Rússia não é nosso inimigo, a Rússia é nosso aliado.

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O nosso inimigo é o Daesh (#Estado Islâmico) e grupos terroristas. Ninguém mais", complementou a fonte.

O representante russo da RIA Novosti foi indagado se por ocasião da visita do presidente norte-americano, Barack Obama à Grécia, esse instou que os gregos proibissem os marinheiros russos de atracar nos portos locais e a resposta foi um taxativo não ou que "não houve pressão".

Prokopis Pavlopoulos, o atual presidente grego, frisou com Obama que a Grécia, não aceita a continuidade das tropas militares de ocupação da Turquia que invadiram e mataram pessoas inocentes no norte de Chipre e não aceita também o sistema de garantias que se criou em torno da permanência da Turquia na ilha do Mediterrâneo, ou seja, em outras palavras, se a Turquia que sempre fez questão de manter uma relação belicosa com a Grécia, onde até hoje o governo de Ancara traz muitos problemas as fronteiras aéreas e terrestres com a Grécia, desde quando Obama teria a envergadura ética e moral de impor que os gregos não recebessem a esquadra russa, frisou o interlocutor.

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A mesma fonte reiterou que no que se refere ao transporte de combustível por petroleiros sob a bandeira da Rússia em direção ao grupo aéreo do país que está lutando na Síria, trata-se de um assunto que não interessa a Grécia, conforme posição do Ministério da Defesa grego. Tanto é assim, que em nível de jurisprudência internacional, a Rússia não faz parte da UE – União Europeia, logo não pode receber sanções de acordo com a lógica de Igor Konashenkov, porta-voz oficial do Ministério da Defesa russo.

Há bem pouco tempo atrás a mídia do mundo ocidental foi taxativa em acusar a Grécia e também Chipre, como tendo transgredido as sanções proibitivas da EU de fornecer combustível para a Síria, mas o Ministério da Defesa russo fez questão de deixar claro que as "intrigas, restrições e sanções" determinadas no âmbito interno da UE não dizem respeito sob hipótese alguma ao destacamento aéreo da Rússia. #Russia #Conflito na Síria