Uma das figuras mais controversas do séc. XX, o ex-presidente e revolucionário cubano #Fidel Castro morreu na madrugada desta sexta-feira, dia 25, em Havana, capital de #Cuba. A informação foi confirmada pelo atual presidente do país e irmão mais novo de Fidel, Raúl Castro, que comunicou a população através da TV estatal.

"Com profunda dor compareço para informar ao nosso povo, aos amigos da nossa América e do mundo que hoje, 25 de novembro do 2016, às 22h29, faleceu o comandante da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz", informou Raúl.

Durante o anúncio, Raúl também informou que Fidel será cremado e que suas cinzas irão percorrer o país durante 4 dias, sendo enterradas na cidade de Santiago de Cuba em 4 de dezembro.

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O país declarou 9 dias de luto oficial pelo ex-presidente, que governou o país de 1959 até 2008, quando se licenciou para tratar de sua saúde.

Trajetória

Nascido em 13 de agosto de 1926 em Holguín, província no sul de Cuba, Fidel nasceu de um relacionamento do latifundiário espanhol Ángel Castro com Lina Ruz Gonzalez.

Devido às boas condições de seu pai, Fidel teve uma infância confortável e estudou em colégios particulares. Em 1945, ingressou na Universidade de Havana, onde se graduou em direito em 1950. Pouco antes, já interessado pelos ideais socialistas que guiariam sua trajetória, viajou para a República Dominicana em 1948 para tentar auxiliar na derrotada tentativa de revolução contra ditador local Rafael Trujillo.

Também em 1950, Fidel se casou com Mirta Diaz Balart, com quem teve um filho, Fidelito.

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O casal se separou em 1955. No período, Fidel teve uma filha chamada Alina Fernández-Revuelta, fruto de uma relação extra-conjugal. Ela ganhou notoriedade quando fugiu de Cuba em 1993, se exilando nos Estados Unidos e passando a criticar publicamente seu pai. Fidel se casou novamente com Dalia Soto del Valle, com quem teve outros cinco filhos: Alexis, Alexander, Alejandro, Antonio e Ángel.

Em 1952, o ditador Fulgêncio Batista instaurou um golpe e assumiu o poder em Cuba. Então ligado ao Partido Ortodoxo, Fidel liderou a primeira tentativa de revolução contra Fulgêncio em 1953. A tentativa de atacar o quartel de Moncada não funcionou, e Fidel foi preso e condenado à prisão.

Em 1955, foi exilado no México, onde conheceu o médico argentino Ernesto “Che” Guevara, de quem se tornou grande amigo. Juntos, fundaram o movimento 26 de julho e passaram a recrutar expedicionários para uma nova tentativa revolucionária. Em 1957, o grupo desembarcou em Cuba e tentou um novo movimento, sendo novamente derrotado.

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Com seu irmão Raúl e Che, Fidel se refugiou na Sierra Maestra, onde o grupo passou a combater o exército cubano. No fim de 1958, as vitórias do grupo contra o governo tornaram-se expressivas e obrigaram Fulgêncio a abandonar o país para a República Dominica. Estava instaurada a revolução socialista cubana que tornou Fidel presidente aos 32 anos de idade.

Com auxílio da União Soviética, Fidel transformou o país em um país comunista, nacionalizando indústrias e investindo em reforma agrária. Com o socialismo oficialmente estabelecido em 1961, o país entrou em litígio com os Estados Unidos, que romperam relações e abrigaram muitos refugiados cubanos.

No mesmo ano, Fidel e seu governo resistiram ao primeiro ataque de rivais políticos. Apoiados pelos EUA, exilados cubanos atacaram a Baía dos Porcos, sem sucesso. Após o ataque, Fidel anunciou que cancelaria as eleições no país, confirmando seu litígio contra o que classificou de “imperialismo americano”. A resposta veio em 1962, quando os EUA iniciaram o embargo contra o país, isolando Cuba economicamente.

A estratégia americana fez com que Fidel estreitasse laços com a URSS. Em outubro de 1962, o mundo viveu alguns de seus dias mais angustiantes, quando os soviéticos enviaram mísseis nucleares para Cuba, gerando forte tensão. Após acordo com os EUA, os mísseis foram removidos, com a condição de que os norte-americanos não realizassem mais tentativas de invasão contra a Ilha. #História