Nos últimos dias, o mundo ficou espantado com a vitória de #Donald Trump na corrida eleitoral para ser o 45º presidente dos #Estados Unidos da América. Foi algo totalmente inesperado para todos, desde países como o Brasil até a Grécia, onde nessas e em outras nações, as pesquisas nas eleições apontavam como certa a vitória da candidata democrata Hillary Clinton. E, por falar especificamente em gregos, é óbvio para os especialistas em política internacional e para a população dos dois países, que os interesses norte-americanos e gregos são totalmente diferentes na esfera global.

Fato é que o povo dos EUA se mostrou cansado com os discursos dos políticos ditos profissionais ou tradicionais, que geralmente só sabem prometer e uma vez ganhando as eleições, sofrem uma verdadeira crise de amnésia.

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Vale frisar de que qualquer semelhança dessa realidade com o Brasil não é uma mera coincidência, acontecendo também por aqui. Sendo assim, o resultado das eleições presidenciais nos EUA significou a opção por alguém que não pertencesse ao contexto político vigente naquele país.

É bem verdade, que tudo indica que se Clinton tivesse ganho, o cenário político grego ficaria mais tranqüilo, ainda mais que o presidente Barack Obama, que é do mesmo partido da candidata derrotada, estará em Atenas, capital da Grécia, nos próximos dias, o que diante do novo cenário de conquista de Trump, não passará de uma simples visita cerimonial.

A pergunta que não quer calar é uma só: qual será a política externa adotada pelos EUA em relação à Grécia. Essa resposta é muito importante, pois até agora a República Helênica não viu nada de concreto vindo do outro lado do Atlântico, no que diz respeito ao trabalho em conjunto sobre a dívida econômica dos gregos; a sempre constante “pedra no sapato”, que foi a invasão de Chipre pela Turquia e também, as próprias relações greco-turcas que são objeto de discussão e conflito entre os dois últimos países e toda a vez que os EUA se intrometeram nessa pendência secular, só fizeram atrapalhar.

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Tudo é ainda muito imprevisível com a vitória de Donald Trump, que durante a corrida eleitoral ficou extremamente irritado com os seus adversários políticos, além de ter sido ofensivo e arrogante. Por outro lado, logo que soube de sua vitória e ao fazer o seu discurso, Trump fez questão de exaltar a Hillary Clinton pelo seu trabalho como secretária do Departamento de Estado. O novo presidente foi um pouco mais além e buscou dar fim a divisão ideológica criada com campanha eleitoral de 2016. Trump instou que os americanos se reunissem e trabalhassem juntos, estendendo inclusive a mão para os partidários de Clinton, dizendo, principalmente que, antes de mais nada, eles também são americanos.

Como Trump se comportará em relação à Grécia, ainda é uma incógnita, mas tudo indica que ele não se meterá nos assuntos de economia local ou relação diplomática de gregos e turcos. Christos Marafatsos que é conselheiro grego-americano da Coligação Nacional de Diversidade de Trump, disse que grande parte da comunidade grega nos EUA, suporta a Donald Trump, porque ele é um homem que não fica só nas palavras, mas costuma atuar.

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Talvez Trump assuma uma postura pró-Grécia muito mais útil do que Clinton tinha prometido, mas como disse Marafatsos, os EUA estão mergulhados em um mar de problemas, onde a Grécia está longe de ser uma prioridade para Trump. O tempo e a opinião de cada um se encarregarão de tirar suas próprias conclusões. #Europa