Essa semana, o serial killer Stephen Port, de 41 anos, foi condenado após ser julgado pela morte de três jovens, em seu apartamento, em Barkin, no leste de Londres. Depois de quase uma semana de deliberações, o júri do Old Bailey considerou o chefe de cozinha culpado nas dezesseis das vinte e nove acusações que lhe tinham sido imputadas, entre elas, assassinato, drogar as vítimas, estupro e agressão sexual. O homem atraía suas vítimas através da internet e, supostamente, lhes drogava com GHB, substância que tem efeitos parecidos com o da cocaína, para, depois, abusar sexualmente delas e matá-las. Stephen era homossexual e atraía suas vítimas, normalmente garotos na casa dos vinte anos, que estavam descobrindo a sua sexualidade.

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Os encontros eram feitos em sites de relacionamento gay, como o Grindr. Ele é acusado de ter matado três meninos Gabriel Kovari, de 22 anos, Jack Taylor, de 21 anos, e Daniel Whitworth, de 25, que foram encontrados em um local, a cerca de quatrocentos metros da casa do chefe de cozinha.

Durante as investigações, ele tentou esconder provas da polícia, e foi acusado de descartar telefones celulares, chegando a plantar uma falsa carta de suicídio na mão de uma das vítimas, e mentir nos inúmeros depoimentos que deu na delegacia. A promotoria expôs ao júri, composto por dez mulheres e dois homens, que o réu, aparentemente, tinha um impulso doentio e insaciável por ter relações sexuais com garotos jovens, enquanto eles estavam inconscientes. Para conseguir estuprar os meninos contra vontade, a solução encontrada pelo acusado era a de drogá-los até que eles entrassem em overdose.

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As vítimas foram encontradas em momentos diferentes, em um período de quinze meses, entre 2014 e 2015, todas próximas a apartamento do acusado.

Nas quatro semanas de julgamento, Port negou todas as acusações e disse que, apesar de ser difícil as pessoas acreditarem nele, era preciso que o júri seguisse a razão, pois algumas alegações eram absurdas. O grupo de jurados ainda considerará sobre uma quarta vítima, o homicídio de Anthiny Walgate. Eles foram orientados que o suspeito seria acusado em uma maioria de, pelo menos, dez votos a dois. Diante dos fatos, Setephen foi condenado e poderá ficar o resto da vida na prisão.

#Crime #Investigação Criminal