De acordo com informações dos sites Telegraph e BBC, do Reino Unido, uma professora ucraniana foi presa acusada pelo crime de tentar vender uma adolescente de 13 anos a traficantes de órgãos pela quantia de US$ 10 mil (pouco mais de R$ 33 mil).

Galina Kovalenko, de 52 anos, além de ensinar língua russa e ucraniana, é professora de literatura. Segundo o Ministro do Interior da Ucrânia, Arsen Avakov, a mulher estava sendo monitorada há cerca de quatro meses por uma divisão da polícia especializada no combate ao tráfico humano.

A rede BBC de Londres afirmou que a menina que seria traficada estava vivendo em um internato para crianças órfãs na cidade de Kharkiv.

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Kovalenko estaria planejando a venda há quase um ano, e o comprador da adolescente sugeriu à professora que os órgãos da vítima seriam removidos. Durante a negociação, o traficante de pessoas pagou o equivalente a R$ 130 por fotos e registros médicos da garota.

Caso seja considerada definitivamente culpada, a Kovalenko poderá ser condenada a uma sentença de 12 anos de prisão.

Tráfico humano na Ucrânia

O Telegraph revelou que a Ucrânia tem um histórico conhecido de tráfico humano, onde as pessoas mais pobres do país são vítimas de gangues de criminosos que visam o lucrativo comércio de órgãos.

Dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM) apontam que mais de 160 mil ucranianos foram traficados desde 1991, e os principais países de destino são Itália, República Tcheca, Polônia, Rússia, Turquia, Emirados Árabes, Israel e Alemanha.

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Geralmente, as pessoas traficadas a partir da Ucrânia acabam mendigando no exterior, ou são obrigadas a enfrentar trabalhos forçados e exploração sexual, além de sofrer com a venda de órgãos propriamente dita.

Segundo o Telegraph, e de acordo com o grupo de direitos humanos Organs Watch, que documenta o comércio ilegal de órgãos, algumas partes do corpo, tais como coração, rim e fígado, podem custar entre US$ 50 mil e US$ 100 mil. Anualmente, o mercado internacional de órgãos gera um lucro estimado de US$ 1,2 bilhão, e envolve cerca de 10 mil transplantes. #Europa #Crime #Casos de polícia