Nesta semana, a catarinense Ana Raquel Santos da Trindade, foi absolvida pelo assassinato do empresário Renato Patrick Machado de Menezes, que tinha 35. O crime ocorreu em novembro de 2014.

Em 2013 e 2014, Menezes perseguiu, torturou e estuprou Ana Raquel inúmeras vezes. Ele também a obrigava a se prostituir e ameaça matar seu filho. Ela chegou a fazer diversos Boletins de Ocorrência e pedidos de proteção, porém, não foi atendida.

Durante seu julgamento, em 16 de novembro, o júri entendeu que ela ao tirar a vida de Menezes, durante uma nova tentativa de #Estupro, ela agiu em legítima defesa. Mas este não é o único caso de mulheres que, depois de sofrerem diferentes formas de abusos, matam seus agressores.

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Espancada pelo marido desde os 14 anos

Sidilene de Oliveira Durães, de 29 anos, foi presa após matar o marido, Carlos da Silva, 33 anos. De acordo com familiares, ela era espancada por ele desde que foram morar juntos, desde que ela tinha 14 anos.

Na data do crime, Silva queria manter relações sexuais com a mulher, que recusou, já que a filha do casal, de apenas dois anos, estava presente. Mais uma vez, o homem passou a espancá-la. Durante a #agressão, ela conseguiu pegar uma faca e o atingiu na barriga. O caso ocorreu em Cariacica (ES) em abriu deste ano.

Mulher mata marido que estuprou a filha

Em 2014, uma garçonete de 30 descobriu que seu esposo, vendedor ambulante Carlos Antônio Silva Pita, de 22 anos, havia estuprado sua filha, uma adolescente de 15 anos. Assim que soube, ela chamou Pita para o quarto do casal e pediu para que o mesmo lhe contasse a verdade.

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De acordo com o inquérito policial, o ambulante teria dito que “a menina estava seduzindo ele”, mas a mulher não acreditou e o casal começou a brigar. A garçonete atingiu o homem com quatro facadas e ele não resistiu aos ferimentos. O caso ocorreu em Salvador (BA).

Ela foi estuprada na frente do filho

Em janeiro de 2004, a manicure K.S.A, de 23 anos, voltava do centro de São Sebastião (cidade satélite de Brasília) acompanhada pelo filho, de 7 anos, e pela irmã de 14 anos quando um homem armado surgiu e anunciou um assalto.

Além de roubar R$ 13, um relógio e um celular, o agressor também disse que iria estuprar a adolescente. Para evitar que a jovem sofresse o abuso, K.S.A. pediu para que o bandido a estuprasse, ao invés da irmã. Então, o homem a violentou sexualmente, na frente do próprio filho.

Quando o bandido estava se preparando para estuprá-la novamente, ela conseguiu tomar sua arma e atirou no homem, que morreu no local.

Marido que queria transformá-la em prostituta

O casamento da turca Çilem Dogan foi marcado por agressões.

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Ao longo do tempo em que permaneceu casada com Hasan Karabulut, de 33 anos, ela procurou a Polícia várias vezes. Porém, em julho de 2015, ocorreu o que ela considerou a gota d’água.

Karabulut queria obrigar a mulher a se prostituir para ganhar dinheiro. Quando ela recusou, ele novamente passou a espancá-la. “Foi quando a pistola debaixo do travesseiro veio em minha mente. Atirei repetidamente. Peguei minha filha e deixei a casa”, disse a mulher em seu depoimento.

Quando foi presa, ela disse não estar arrependida, pois fez o que deveria fazer. “Será que as mulheres sempre têm que morrer? Deixe alguns homens morrerem também”, disse em depoimento.

Exceções à regra

Apesar desses e outros casos, mulheres que matam seus agressores são uma exceção à regra. Um estudo da ONG ActionAid, sete mulheres morrem a cada hora, vítimas de violência masculina, em todo mundo. #É Manchete!