Se existia alguma pessoa que ainda não acreditava que a “Guerra Fria” tivesse retornado ao convívio dos países no mundo globalizado atual, muito provavelmente a partir de 9 de novembro, abandonou essa forma de pensar em função dos acontecimentos de caráter bélico e provocativo que aconteceram nas águas internacionais do Mar Mediterrâneo. Exatamente na manhã da quarta-feira, submarinos enviados pela OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte ficaram na espreita, como que vigiando os poderosos navios de guerra da Rússia que navegavam naquele exato momento pelo Mediterrâneo, conforme denúncia horas depois pelo ministério de Defesa russo.

Os militares da Rússia, que é a maior herdeira natural da ex-URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, falaram que para evitar um conflito de proporções maiores, optaram para que as forças navais de Moscou abandonassem o local em que estavam navegando, afastando-se assim de um submarino da OTAN, de bandeira holandesa, o qual foi enviado para monitorar aquela parte do Mediterrâneo.

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Os russos foram um pouco mais além nas suas declarações e revelaram que os submarinos da OTAN em atitude de afronta, fizeram questão de permanecer monitorando os vasos de guerra enviados pelo Kremlin, que eram no momento os navios “Severomorsk” e "Vice-Almirante Kulakov". O ministério de Defesa da Rússia revelou após o encontro em alto mar, que por algumas milhas, o submarino holandês chegou a acompanhar a uma certa distância as embarcações militares russas.

Entretanto, o submarino da OTAN foi rapidamente identificado pelos equipamentos da esquadra de Moscou, onde se identificou que o mesmo estava a uma distância de aproximadamente 20 quilômetros dos russos. Enfim, “os navios russos escolheram se afastar da manobra perigosa do submarino da Holanda, distanciando-se do local”, acrescentou o comunicado do ministério de Defesa do presidente #Vladimir Putin.

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Por outro lado, Moscou priorizou a advertência explícita, principalmente aos países do Ocidente, em torno do incidente da quarta-feira, afirmando que essas “tentativas estranhas de manobras perigosas da Marinha holandesa muito próxima à esquadra russa, podem levar a graves acidentes".

Vale frisar de que a Rússia concentrou uma quantidade considerável de vasos de guerra no Mar Mediterrâneo, inclusive o seu principal porta-aviões, a fim de auxiliar diretamente na campanha aérea conduzida na #síria, onde Putin se tornou o principal defensor do presidente Bashar Al-Assad na guerra contra os rebeldes da guerrilha e os terroristas do Daesh ou como são mais conhecidos, pelo nome de EI - Estado Islâmico. #Russia