De fato, a vida fora do Brasil não está nada fácil para alguns brasileiros. Tanto é assim que no dia 3 de outubro um casal de São Paulo foi preso no aeroporto internacional da capital grega, Atenas, traficando 212 saquinhos repletos de cocaína. No início deste mês, um outro brasileiro, natural de Minas Gerais, foi condenado a treze anos de detenção por ter estuprado uma jovem irlandesa. No último dia 6 de novembro, domingo, um visitante, também brasileiro, mesmo que sem a intenção, acabou esbarrando e derrubando do pedestal uma estátua feita de madeira que estava em exposição no conhecido Museu Nacional de Arte Antiga na cidade de Lisboa, Portugal. 

Tudo aconteceu porque o homem resolveu tirar uma selfie e foi recuando sem prestar atenção de que estava indo de encontro a imagem entalhada de São Miguel Arcanjo, que acabou se espatifando no chão e se partindo em inúmeros pedaços.

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A obra sacra de aproximadamente 300 anos de idade foi construída segundo os conceitos da importante escola barroca portuguesa, movimento esse que teve o seu apogeu naquele país entre os séculos 16 e 18. 

De acordo com maiores informações veiculadas pelo conhecido periódico luso “Diário de Notícias”, um funcionário do museu que era responsável pela segurança na área chegou a avisar ao turista brasileiro que ele não deveria recuar nem mais um passo; todavia, o homem não ouviu o aviso sonoro a tempo de poder se desviar da estátua. 

O que traz um certo alívio nessa situação embaraçosa é que representantes do Museu Português, após uma análise preliminar da peça danificada, disseram que as avarias na estátua são passíveis de conserto, por outro lado, especialistas da instituição cultural analisarão mais detalhadamente o incidente e, talvez, após a restauração da peça, que deve ocorrer imediatamente, as autoridades locais escolham um lugar alternativo para a expor novamente ao público em geral.

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Nesse meio tempo, o salão onde ocorreu o problema, por razões de segurança e investigação, encontra-se fechado, devendo ser reaberto somente nos próximos dias. 

A peça em madeira recebia visitantes desde junho deste ano, ocasião em que outras salas de exposição também foram abertas. O português Nuno Miguel Rodrigues, que estava no museu justamente no momento do acidente causado pelo turista, postou na sua rede social do Facebook que possivelmente a entrada grátis de todo 1º domingo de cada mês do ano tenha sido a causa pelo transtorno, devido basicamente a superlotação, ou conforme as palavras literais que Nuno: “é o preço a pagar pela gratuidade do primeiro domingo de cada mês”, bem ao lado da foto do São Miguel Arcanjo em pedaços. #Cultura #Turismo #Europa