Mesmo sem ter uma causa oficial, nem se saber exatamente quais fatores influenciaram na queda do avião que levava o time da #Chapecoense, os investigadores têm duas hipóteses sobre o que aconteceu: pane elétrica e falta de combustível, conhecida como pane seca.

A Aeronáutica Civil da Colômbia já localizou as duas caixas-pretas do avião, que ajudarão a desvendar o ocorrido na noite de segunda-feira, 28, na Colômbia. As caixas recebem os nomes de Flight Data Recorder (a caixa que registra os dados técnicos da aeronave) e Voice Data Recorder (a caixa que grava as conversas na cabine). Veja todas as informações sobre o caso até o momento.

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Falha elétrica e falta de combustível

Alfredo Bocanegra, diretor da Aeronáutica Civil da Colômbia, disse que, momentos antes do #Acidente, o piloto do avião que levava a Chapecoense relatou falhas elétricas graves à torre de controle.

Segundo especialistas, o modelo padrão do avião não teria autonomia suficiente para fazer o trajeto planejado. A distância máxima que pode seria percorrida pelo RJ85 é de 2.965 km. Já a distância entre os aeroportos de decolagem e destino é de 2.975 km em linha reta, o que pode ter motivado a pane seca. O fabricante informou que existem modelos que possuem tanques auxiliares, o que garantiria a autonomia necessária para completar o voo.

Não se sabe se houve problemas no abastecimento e ainda é averiguado se houve perda de combustível, pois as investigações iniciais constataram que os corpos e os destroços não têm vestígios de combustível.

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Essa perda pode ter evitado que o avião explodisse no momento do impacto com o chão.

Há ainda a hipótese de falha humana. Só a análise do conteúdo das caixas-pretas poderá determinar o que aconteceu dentro da cabine para definir se houve algum problema técnico e se a tripulação agiu da forma mais apropriada de acordo com o problema. Também será investigado se os pilotos tinham o treinamento correto para lidar com o que ocorreu no voo.

Duas emergências

Ainda que as voltas que a aeronave deu antes de cair sejam consideradas um procedimento normal, caso o piloto tenha pouca visibilidade na hora do pouso, a visibilidade não era ruim no momento da #Tragédia. Uma emergência em outro avião, que saiu da ilha de San Andres com destino a Medellín, na Colômbia, pode ter motivado a manobra. Minutos antes do avião que transportava o time brasileiro chegar, essa aeronave pediu autorização para fazer um pouso emergencial por vazamento de combustível.

Tempo

No momento do acidente caía uma chuva fraca sobre a região.

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Ainda que o mau tempo muitas vezes seja um fator que contribui para que acidentes aéreos aconteçam, o aeroporto registrava 17C°, com céu nublado, nuvens baixas e boa visibilidade. Mas os investigadores vão avaliar se o tempo ruim pode ter algo a ver com a queda da aeronave, já que havia chances de raios.

Condições do avião

Fabricada em 1999, a aeronave “não era nova, mas operável”, segundo o diretor da empresa venezuelana que fez o voo. O modelo já registrou 7 quedas, sendo a mais recente em um voo doméstico na Noruega, em outubro de 2006, com 13 vítimas fatais.

Investigações

Investigações de acidentes aéreos costumam levar meses e nem sempre são conclusivas. Nesse caso, as chances de se descobrir o que aconteceu são maiores, já que seis pessoas sobreviveram e as duas caixas-pretas foram encontradas.

O avião foi fabricado por uma empresa do Reino Unido, a British Aerospace. Investigadores britânicos vão auxiliar no caso, atendendo ao pedido de autoridades colombianas.