Após o caso de grande repercussão mundial, onde uma indiana estuprada por quatro homens, foi humilhada pela polícia, que perguntou “qual deles te deu mais prazer?” e a obrigou a retirar a queixa-#Crime, outro caso chama a atenção da comunidade internacional.

Uma reportagem especial da BBC, mostrou o caso de uma indiana de 40 anos de idade e moradora da cidade de Uttar Pradesh, também na Índia, que trabalhava como profissional de saúde pública e visitava casas para ajudar no tratamento das pessoas. Por conta do trabalho, que era a única fonte de renda em sua casa, muitas vezes tinha que sair à noite para ir na casa de estranhos, prestar atendimento.

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Como na Índia existem diversas culturas e castas, esse tipo de prestação de serviço, sem ir a um hospital, pois são caros, é muito comum.

No final de 2015, essa indiana, que teve seu nome preservado, fez o parto de uma moradora da região, mas o cunhado da parturiente, viu a vítima e a ameaçou, dizendo que se ela voltasse naquela região, ele não a deixaria voltar para casa.

A vítima passou a ser perseguida por esse homem e certo dia, ele a abordou na rua com mais três homens, ocasião em os quatro a estupraram. A indiana só teve coragem de contar o ocorrido para sua amiga e estava disposta a descobrir o nome dos criminosos para entregá-los para a polícia.

O problema foi que os estupradores divulgaram o vídeo do estupro no #WhatsApp e todos os vizinhos da vítima ficaram sabendo do ocorrido e começaram a julgá-la.

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Na Índia, bem como em vários países da Ásia e da África, a vítima é quase sempre considerada culpada pelo estupro, bem como passam a ser humilhadas pela comunidade, que as veem como uma pessoa impura e indigna. Por conta dessa cultura, o ex-chefe do vilarejo em que a vítima morava, lhe culpou pela #Violência sofrida.

Antes de se suicidar, a amiga da vítima e que também teve seu nome preservado, contou para a jornalista Divya Arya, da BBC, que a moça tinha perdido a vontade de viver e dizia que estava muito difícil sair de casa, pois todos os vizinhos já sabiam o que havia acontecido e ficavam comentando. Ela então parou de se alimentar e andava sempre triste.

Um dia antes do suicídio, a vítima foi ao médico e contou tudo o que aconteceu com ela, ocasião em que o profissional da saúde lhe culpou pelo ocorrido, dizendo que ela deveria ir para casa e ficar quieta, pois “tudo isso é culpa sua”.

No dia seguinte à consulta, a vítima foi encontrada caída na beira de uma estrada do vilarejo em que morava.

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Ela veio a óbito antes de ser conduzida até um hospital. Os exames constataram que a causa do óbito foi envenenamento. A vítima deixou uma filha, que é perseguida no vilarejo, onde além de encarar a dor pela perda da mãe, tem de ouvir comentários do tipo: “Você não sente vergonha pelo que aconteceu com sua mãe?”

Na Índia, apesar dos esforços de alguns governantes, ONGs e organizações internacionais, os estupros tornaram-se ‘rotineiros’, pois os criminosos acreditam na impunidade que tem imperado no país. O caso tem repercutido em todo o mundo e gerado novas discussões sobre a violência contra a mulher, nesse país e no mundo. Tais discussões só devem prosperar e gerar um resultado positivo, quando todos os envolvidos perceberem que a culpa, não é da vítima e que o culpado, não é inocente.