2016 foi um ano muito louco. O noticiário teve de tudo. No Brasil, tivemos impeachment de presidente, vitória inédita no futebol olímpico e maior tragédia do esporte, a queda do avião da Chapecoense. Já no campo internacional, o que chamou a atenção foi a eleição de Donald Trump, além dos muitos ataques terroristas e do acirramento na guerra da Síria. Faltando dez dias para o ano acabar, no entanto, quem disse que as notícias impressionantes acabaram? Nem pensar! Nesta quarta-feira, 21, o site da Revista Veja divulgou algo que para muita gente pareceu até mentira, nevou no Deserto do Saara.

Quando falamos no Saara, a impressão que a maioria das pessoas tem é de que lá faz muito calor.

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Isso é verdade. No entanto, o calor "infernal" ocorre durante o dia. À noite as temperaturas são muito baixas, às vezes atingindo até patamares negativos. No entanto, nevar não é muito comum, especialmente o acúmulo dos flocos de #Neve na areia, já que o tempo entre a temperatura alta e a baixa não é muito prolongado. Segundo a Veja, o fenômeno não era visto na região desde 1979, ou seja, foram quase quarenta anos para se ver neve acumulando na areia.

Quem fez as imagens que rodaram o mundo, e que podem ser vistas em nossa galeria de imagens (para acessá-la basta ir no campo superior esquerdo da nossa reportagem), foi o fotógrafo amador Karim Bouchetata. De origem argelina, ele passava perto da cidade de Ain Segra, na Argélia, quando viu a cena e parecia não acreditar no espetáculo da natureza.

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Em depoimento à agências internacionais de notícias, o fotógrafo disse que todo mundo ficou muito espantado de ver a neve cobrir a areia de uma região tão quente.

Neve pela segunda vez na história

No entanto, a neve não ficou muito tempo ali. Foram cerca de 24 horas de acúmulo. Em fevereiro de 1979, o noticiário também noticiou neve no Saara. Naquela ocasião, foram trinta minutos de neve. Antes disso, não se tem notícia desse fenômeno natural na região. O Saara é o maior deserto do mundo, tendo mais de oito milhões de quilômetros quadrados.