A guerra de Aleppo continua feroz e sangrenta, expulsando e exterminando milhares de pessoas inocentes, mas não tirou o ânimo e a vontade de um homem, de mostrar como sua cidade era bela antes dessa #Guerra atroz. Alaa al-Sayyed, descobriu há pouco mais de uma década, no porão da casa dos seus sogros, cômodo que ninguém abria há anos, cerca de 100 fotografias inéditas registradas por antepassados de sua esposa. As fotos mostram uma cidade limpa, alegre e bonita entre os anos 20 e 30. Na época, a #síria vivia sob o domínio da França. Ele conta que encantou-se pelas imagens e quanto mais pesquisava, mais queria saber como tinha começado a construção da cidade e dos bairros.

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"A história de Aleppo em fotos", título traduzido para o português, é o livro lançado por Al-Sayyed, em 2010. O historiador relata que, logo após o início da guerra da Síria, a biblioteca foi destruída por um incêndio, obrigando-o a digitalizar todas as cópias de fotos e documentos, para não perder a identidade da cidade. Com a ajuda de três estudantes, Al-Sayyed lançou o Arquivo Nacional de Allepo, em 2014, e fez a divulgação numa página do Facebook.

As imagens do acervo mostram uma Allepo inestimável, tanto para quem foi obrigado a deixá-la durante o conflito, quanto para os que permaneceram, seja por fidelidade ou necessidade. Segundo o historiador, antes da guerra, Allepo era a maior cidade Síria, com mais de 2 milhões de habitantes, hoje, a estimativa é que diminuiu pela metade.

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Nas páginas do arquivo pode-se ler comentários melancólicos do tipo: "Que sua alma descanse em paz Allepo...Eu não poso respirar sem o seu ar", outros pedem a Deus que traga de volta as manhãs vividas na linda cidade e tem ainda outro que afirma: "Allepo é a cidade mais bonita do mundo".

Infelizmente, a bela Allepo se foi. Hoje, o que se vê são ruínas e mortes, uma cidade deserta mostrando só os esqueletos dos prédios queimados. Nos últimos dias, foi negociado um cessar-fogo para que ajuda humanitária pudesse entrar, mas fracassou. Segundo a ONU, já morreram mais de 400 mil pessoas e outras 4,5 milhões fugiram dessa guerra infame. #Tragédia