A menos de um mês do fim do mandato presidencial, Barack Obama, convicto de que a Rússia ajudou na vitória do republicano Donald Trump, pretende se vingar de Vladimir Putin.

Segundo o jornal britânico Express, de quinta-feira (29), autoridades norte-americanas ressaltam que Obama objetiva aumentar as sensações econômicas à Rússia, além de fazer acusações formais sobre hackers, supostamente envolvidos com o Kremlin, e também vazar informações privadas, tidas como vexaminosas, de diplomatas russos.

Conforme o Express, um funcionário do governo estadunidense - que manteve a identidade em sigilo -, ressalta que membros da atual administração, pressionam Obama a lançar um ataque ostensivo contra à Rússia, devido ao fato de durante os oito anos de mandato, o país ter sido alvo de investidas cibernéticas de governos aliados ao Kremlin, como China, Coreia do Norte e irã.

Publicidade
Publicidade

“Obama está tentando igualar o que os russos fizeram. Mas é impossível provar”, comenta a fonte oficial dos #EUA.

Na opinião de Peter Harrell, ex-funcionário do Departamento de Estado, que atuou na política de sanções, é improvável que a Casa Branca submeta a Rússia a um embargo geral. “Pois isso pode prejudicar todas as economias ocidentais”, pondera.

No entanto, Harrell acredita que Barack terá como alvo oficiais de inteligência russos específicos.

“Ou divisões militares que se acredita estarem envolvidas nas intrusões cibernéticas, como o setor de defesa russo, que seria jogo justo”, explana.

No início de dezembro, depois de funcionários do alto escalão dos EUA acusarem Vladimir Putin de envolvimento pessoal na vitória de Trump, Obama prometeu “tomar medidas” a respeito de Putin.

Durante entrevista à imprensa, ele fez advertência hostil com relação à Rússia.

Publicidade

"Precisamos agir e nós vamos", enfatizou.

Apesar da CIA e do FBI ressaltarem o aspecto intrusivo dos russos durante as eleições de 2016, Putin continua a negar qualquer envolvimento nos resultados finais.

Para ele, a derrota dos democratas se deve unicamente ao ‘fracasso’ administrativo na gestão Obama.

“Eu sou o culpado? Somos responsáveis ​​por tudo? Somos os bodes expiatórios? A vitória de Trump apenas sinaliza que a administração atual tem problemas sistêmicos”, observa o presidente russo.

Tudo indica que 2017, ao menos na esfera da diplomacia internacional, será tão conturbado quanto 2016.

Afinal, Israel começa a entrar no jogo, ao rejeitar a proibição da ONU de assentamentos israelenses na Cisjordânia. Mas essa é uma outra história...

Abaixa, veja uma entrevista de Obama sobre o assunto.

#Mídia #Curiosidades