Só neste ano, o Reino executou 153 pessoas, um número próximo do recorde de 158 registros de 2015, segundo dados reunidos pela organização de defesa dos direitos humanos.

Alguns menores foram mortos e, na execução coletiva de 47 pessoas ocorrida em janeiro, pelo menos quatro menores foram mortos. Um caso que ficou conhecido é o de Ali al-Ribh, que foi detido na escola e fez uma falsa confissão sob tortura de crimes relacionados a alguns protestos, o que serviu como alegação para acusação e, consequentemente sua morte, segundo dados da Reprive. A Organização ainda alerta para a possível execução de mais três jovens, presos pela mesma alegação.

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A execução pode ocorrer a qualquer momento, sem o consentimento da família.

Muitos dos #Executados esse ano foram julgados e condenados pelo ´Tribunal Criminal Especializado`, um órgão secreto que tem sido o responsável por julgar pessoas detidas em protestos políticos no Reino Saudita. Na grande maioria das vezes, as confissões ocorreram de maneira forçada, sem a presença de um advogado e são usadas como provas.

Dentre os executados neste ano, há 23 pessoas condenadas por crimes relacionados de alguma maneira com drogas, 14 dessas estrangeiras. Mas a grande maioria deste ano foi condenada por crimes relacionados a protestos e opiniões políticas.

Outros casos polêmicos envolvendo as sentenças da Arábia Saudita

Um caso que até hoje não foi resolvido e foi muito emblemático, e que de certa maneira tem relação com o que ainda acontece na #Arábia Saudita, é o de Raif Badawi.

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Raif criador do blog "Free Saudi Liberals" , ficou conhecido ao ser preso em 2012 sob acusação de ter ofendido o islã através de seu blog.

Ele alegou ter usado sua liberdade de expressão e ter colocado em discussão suas opiniões, mas foi condenado a sete anos de prisão e 600 chibatadas, que em 2014 foi aumentado para 1000 chibatadas. Em 2015 recebeu as primeiras chibatadas, mas devido ao seu estado de saúde as próximas sessões têm sido prorrogadas. Sua esposa e filhos, que estão exilados no Canadá, além de inúmeros militantes alegam que ele não sobreviverá caso receba outras chibatadas.

E esta situação vem se prorrogando desde o ano passado. Raif tem nas costas também a acusação de apostasia, que caso seja comprovado, será sentenciado à morte. Este e outro caso têm causado muita repercussão e discussão tanto do próprio país com outros órgãos competentes. #Mortes na Arábia Saudita