Desde o ano passado, o Reino da #Arábia Saudita e os #EUA andaram se "estranhando" por diversos motivos, como a oscilação do petróleo, posições políticas em relação a guerra na Síria, tendo sido cogitado até mesmo o rompimento da relação dos dois países, que vem se construindo e fortalecendo há anos. Mas, este ano, o que levou esta aliança a ficar desestabilizada foi à notícia de que o Congresso dos EUA aprovou em setembro a lei que permite que os sobreviventes e as famílias das vítimas do atentado de onze de setembro processem na Justiça americana outros países e solicitem indenização caso seja comprovada responsabilidade no ato. Entre estes países que podem ser processados, se inclui a Arábia Saudita.

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Na lei antiga, as vítimas podiam processar apenas os países oficialmente designados pelo Estado como financiadores do terrorismo, como Irã e Síria. O Reino sempre negou envolvimento nos ataques, e se esquivou das suspeitas levantadas no inquérito em 2004, mas, segundo as investigações, quinze dos dezenove autores do ataque eram sauditas. Apesar do veto de Barack Obama, pois mesmo com investigações nunca foi efetivamente provada a existência de um envolvimento oficial do Reino nos ataques da Al-Qaeda, a lei foi adotada e esta em vigor.

Adel al – Jubeir, ministro de negócios estrangeiros da Arábia Saudita, passou uma estada nos EUA para "convencer" os legisladores de que é necessário mudar esta lei denominada JASTA (Justice Against Sponsors of Terrorism). Após uma conferência de imprensa com o secretário de Estado norte–americano, John Kerry, o ministro afirmou a posição do Reino "Nós pensamos que esta lei (...) representa um grave perigo para o sistema internacional".

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Esta lei também foi criticada por aliados da Arábia Saudita, que fundamentam-se no princípio internacional da imunidade soberana dos Estados.

França e Holanda, membros da União Europeia, ameaçaram represálias, o que acarretaria em inúmeros processos internacionais na Justiça contra os Estados Unidos e os seus representantes em outros países por diversos casos.

"Os Estados Unidos, ao destruir este princípio, abrem as portas a outros países que queiram tomar medidas semelhantes", afirmou o ministro, o que significa que a ordem internacional "passa a reger-se pela lei da selva", ou seja, sem controle. #11 de setembro