Segundo o jornal local Hurriyet, o policial que assassinou o embaixador russo Andrei Karlov em Ancara trabalhou como segurança do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, em diversos eventos desde o golpe militar fracassado de 15 de julho. O jornal vem buscando informações sobre a história de Mevlut Mert Altintas, que disparou nove tiros contra o diplomata na #Turquia.

Antes de ser morto pela polícia, o atirador revelou que o assassinato era uma resposta aos acontecimentos chocantes da guerra civil Síria, que dentro de um pouco mais de cinco anos deixou o país devastado e milhares de mortos.

Nos eventos em que o Altintas trabalhou, ele integrava o grupo de proteção a Erdogon.

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Com a investigação a todo vapor, e novas descobertas sobre o caso, treze pessoas foram detidas na investigação sobre o assassinato, dentre elas, estão incluídas a mãe, o pai, a irmã e outros dois parentes, além do colega de quarto de Altintas, preso em Ancara.

O chefe da diplomacia turca, Mevlut Cavusoglu, disse ao secretário de Estado americano que a rede de clérigo Fethullah Gullen, desafeto de Erdigan e acusado de instigar a tentativa de golpe que deixou todos chocados em julho, estava por trás do assassinato. Ele nega envolvimento no caso, mas as autoridades turcas estão investigando possíveis vínculos entre Altintas e Gulen.

O foco principal da investigação, que caso se comprove poderá se tornar uma prova, é o centro de ensino frequentado pelo policial e dirigido pelo grupo ligado ao clérigo.

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A Rússia, que de início foi acusada de ter algum envolvimento com o caso, está colaborando na apuração, enviando investigadores para Ancara. Numa coletiva na terça-feira, 20, o porta voz de Akaremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o assassinato interessava aos que desejavam que um acirramento ainda maior se instalasse entre Turquia e Rússia, afetando os esforços para um acordo de paz na Síria.

Peskov afirmou que a Rússia não tem planos para o fechamento das embaixadas em Ancara, já os EUA divulgaram que três missões na Turquia seriam fechadas após disparos em frente a embaixada americana, que fica próxima ao local onde o embaixador russo foi morto. #Embaixador Russo Assassinado #Crime