O recente atentado em Berlim, que custou 12 vidas presentes no mercado de Natal na última segunda-feira, pode ter um efeito político bastante negativo para a chanceler federal Angela #Merkel, que fará campanha para a sua quarta eleição. O partido Alternativa para a #Alemanha (AfD), de extrema-direita, já acusa publicamente Merkel de ter sido a responsável pelas mortes - eles criticam veementemente o acolhimento de imigrantes oriundos do Oriente Médio.

Na avaliação do partido e dos demais políticos extremistas contrários à Merkel, essa política auxilia a chegada de terroristas ao país. O principal suspeito do atentado de segunda-feira é o tunisiano Anis Amri, de 24 anos, que tinha antecedentes criminais e já estava no radar da polícia alemã por envolvimento com o terrorismo.

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"As vítimas foram mortas por Merkel"; "A Alemanha deixou de ser um país seguro", são algumas ideias dos membros da AfD após o atentado em Berlim, que foi reivindicado pelo grupo jihadista Estado Islâmico.

A abertura para refugiados designada pelo governo alemão em 2015 trouxe cerca de um milhão de imigrantes para o país. À época, justiça seja feita, pesquisas de opinião indicavam que a maioria dos alemães era favorável a essa política.

Merkel está no poder desde 2005 e assumiu a postura de abrir a Alemanha aos refugiados no ano passado, apoiada pela maioria da sua população. No entanto, os ataques a Paris em novembro de 2015 e casos de assaltos e assédios sexuais na praça da Catedral de Colônia começaram a levantar dúvidas sobre o efeito prático do acolhimento de imigrantes.