Um capitão muçulmano teve seu julgamento iniciado nesta última segunda-feira, 5, na cidade de Almeria, na Espanha. Identificado com Alain NB, o camaronês foi indiciado pelo #assassinato de seis refugiados #Cristãos ao ser acusado de empurrá-los para o mar enquanto navegava à Espanha. Supostamente, ele teria achado que as orações dos assassinados eram causadoras do mau tempo a que foram submetidos durante a viagem. Para fazer com que os cristãos pausassem o ritual de fé, Alain os espancou e lançou-os ao mar.

Os promotores argumentam que o réu deve enfrentar uma pena de prisão de 90 anos se for considerado culpado, sendo 15 anos para cada um dos assassinatos.

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A acusação afirma que o capitão estava ciente de que as vítimas não poderiam sobreviver e que morreriam facilmente por afogamento, frio ou mesmo pelos ferimentos físicos que foram acometidos. Os homens comandados pelo capitão procuravam por passageiros que tinham posse de uma cruz ou outra joia que identificasse sua fé. Por conta dessa observação relatada por #Refugiados, o Ministério Público Espanhol anunciou que a "motivação por intolerância religiosa" é um fator agravante ao julgamento. O início da audiência já foi divulgado por vários jornais internacionais e repercute por todo o mundo.

Durante o incidente, em dezembro de 2014, a polícia diz que Alain vitimou os cristãos refugiados severamente com tábuas de madeira, antes de jogá-los ao 'mar de fúria'. Um dos corpos foi encontrado próximo à costa de Granada, na semana seguinte.

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Segundo o renomado jornal online Daily Mail, ao menos 21 pessoas morreram durante a travessia perigosa, incluindo sete bebês cujas mães foram incapazes de segurá-los. Os sobreviventes, que eram da África subsaariana, procuraram autoridades para denunciar o fato assim que chegaram ao destino.

A quantidade de refugiados mortos em travessias perigosas como essa aumentou muito nos últimos anos. Pessoas de todas idades caem durante o trajeto e perecem por afogamento e hipotermia, muitos são tão jovens que não possuem chance alguma de lutar contra a fúria do mar.