Às 11h (Horário de #Istambul) deste sábado (10 de dezembro), dois carros-bomba explodiram em sequência a uma distância por volta de um quilômetro da Arena do time de futebol Besiktas. O atentado aconteceu horas depois do time ter jogado contra o Bursaspor, pela 14ª rodada do Campeonato Turco. A primeira explosão foi de um #Carro-Bomba próximo ao estádio: a bomba estava sendo controlada por controle remoto, em seguida, a segunda se deveu a um atentado suicida nas adjacências do estádio, mais especificamente, na praça Macka.

Em entrevista coletiva concedida nesse domingo, o Ministro da Saúde turco, Recep Akdağ, disse que dos 38 mortos, 30 eram policiais.

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Os atentados deixaram, ainda, 155 feridos. Mesmo os atentados tendo ocorrido perto das saídas dos estádios, poucos civis foram atingidos, porque o jogo já havia acabado há algumas horas e por isso, não havia mais torcedores saindo do estádio. Contudo, o efetivo policial continuava lá e por isso, os militares foram os mais atingidos.

Nenhum grupo terrorista reivindicou a autoria do atentado duplo deste sábado em Istambul. A polícia turca já prendeu 13 pessoas suspeitas de participação. Os investigadores já têm algumas suspeitas de como os atentados foram planejados e colocados em prática, mas preferiram não dar detalhes à imprensa.

Esses atentados assustam os turcos, que enfrentaram uma série de atentados terroristas no passado e ainda se recuperam de uma tentativa de golpe militar, ocorrido em julho deste ano.

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O presidente turco, Tayyip Erdogan, se pronunciou sobre o fato de nenhum grupo terrorista ter assumido autoria dos atentados:

"Não importa qual o nome ou o método de terror da organização terrorista que conduziu as ações terroristas. Enquanto a Turquia se mantém andando positivamente para o futuro, a resposta, em contrapartida, vem em selvageria sangrenta e caos".

O governo do país decretou luto de um dia em homenagem aos mortos.

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