O mundo voltou a ficar chocado nesta semana com a crueldade do terrorismo na Europa. Na última segunda-feira, 19, um caminhão invadiu um mercado a céu aberto em Berlim, na Alemanha, e aumentou a velocidade passando por cima de quem estivesse pela frente - em uma cena bastante semelhante com o ataque em Nice, na #França, em julho, que matou 85 pessoas. Na capital alemã, 12 pessoas acabaram morrendo.

Como de costume, o grupo jihadista Estado Islâmico esperou algumas horas até "reivindicar" o atentado terrorista. Segundo a organização, o motorista do caminhão em Berlim era um "soldado" que prestava serviços ao grupo. O EI também esteve por trás do atentado de Nice, no Dia da Bastilha, e já divulgou em suas redes um vídeo "ensinando" qualquer pessoa a fazer um atentado sem o uso de armas de fogo.

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Ciente da nova onda de #Terrorismo, a França, receosa de um novo ataque, ampliou o seu sistema de segurança no país nos últimos dias. Nesta quarta-feira, 21, Bruno Le Roux, ministro do Interior francês, anunciou o aumento do controle na entrada e saída de pessoas na fronteira com a Alemanha. O governo da França acredita que um possível ataque poderia surgir a partir dessa divisa.

Suíça e Luxemburgo também adotaram medidas de prevenção ao terrorismo e de aumento na segurança, mas a questão na França, até pelo passado recente, é bem mais delicada. Além do massacre de Nice, quando um caminhão branco passou por cima de dezenas de pessoas que acompanhavam o Dia da Bastilha, ainda está bem vivo na memória de todos o ataque do dia 13 de novembro de 2015, quando homens ligados ao EI metralharam cidadãos em Paris, em especial na casa de shows Bataclan e em bares locais, gerando 130 mortes.

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Na última terça-feira, o presidente francês François Hollande admitiu que o seu país está "em grande nível de ameaça" após o acontecimento na Alemanha.

"Estamos cientes de que estamos enfrentando um grande risco de ameaça, mas prometemos organizar uma operação em grande escala de segurança", disse Hollande, em pronunciamento à nação francesa.

Assim como na divisa com a Alemanha, outros locais da França ganharam um reforço na segurança, casos da estação Gare de l'Est, o mercado de Natal da Champs-Élysées, a Torre Eifel e a Catedral de Notre Dame. Le Roux, ministro do Interior, pediu o "máximo possível" para que os seus agentes de segurança assegurem a tranquilidade dos cidadãos franceses e dos turistas que estarão no país para as festas de final de ano.

Também está prevista a construção de bloqueios de cimento próximos ao Museu do Louvre e pela Champs-Élysées. O motivo é bem claro: evitar que caminhões desgovernados, a mando de alguma organização terrorista, atentem contra civis que percorram normalmente as famosas ruas da França.

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Foi dessa forma que o atentado em Nice, em julho, gerou tantas mortes até o motorista do caminhão ser neutralizado pela polícia. O governo também destinou uma polícia especializada em pontos considerados sensíveis para que, em caso de ataques, a resposta seja imediata.