Neste domingo (18) o comitê de liberdade condicional da justiça israelense declarou que o ex-presidente israelense Moshe Katsavi receberá libertação antecipada (processo possível por ter cumprido 2 terços de sua pena) depois de ter cumprido 5 anos de prisão dos 7 a que foi condenado. Contudo, a libertação teve de ser adiada por uma semana para os promotores considerarem uma apelação contra a decisão do comitê.

Acusações contra Moshe Katsavi

Katisav foi preso em 2011 acusado de ter estuprado uma assessora no ano de 1990 ,quando era ministro de gabinete. Além disso, durante o seu mandato presidencial, de 2000 a 2007, ele assediou sexualmente duas empregadas.

Publicidade
Publicidade

Um ato criminoso que não teve precedentes na história do país israelense e foi um dos maiores escândalos da historia judicial e política de Israel.

Série de crimes

Ele foi também considerado culpado de violentar duas colaboradoras quando era ministro do turismo, de suborno de testemunhas, assédio sexual e obstrução da justiça. Depois do anúncio de sua sentença, Katsavi gritou: “Se equivocam. Isso é uma mentira. Elas sabem que estão mentindo”. Ele foi condenado ainda a pagar uma multa de US$ 28 mil.

Pedido de libertação antecipada

O ex- presidente já teve dois pedidos de libertações antecipadas negadas pela justiça israelense, e passou muito tempo negando suas infrações alegando que era inocente das acusações.O Ministério da Justiça israelense, em abril deste ano, afirmou que ele não expressou nenhum arrependimento e empatia pelas vítimas de seus atos.

Publicidade

Ex-presidente agora se diz arrependido

Porém desde a última audiência fracassada ele teve serviços de terapia na prisão e aceitou seus erros cometidos e lamentou o sofrimento causado às mulheres vitimas de seus crimes. O advogado Tzion Amir disse, em uma declaração a uma radio israelita: “Foi um percurso muito longo. Hoje essa jornada chega ao fim com uma decisão fundamentada da comissão”.

Os advogados de Katsav falaram aos repórteres que ele chorou muito depois que soube da decisão do comitê. #Abuso Sexual #Estupro #Mundo