Após a morte do embaixador russo na Turquia, Andrei Karlov, 62 anos, assassinado com nove tiros pelas costas, pelo policial turco Mevlut Mert Altintas, 22, em uma galeria de arte, na segunda-feira (19), outro membro do governo da Rússia foi morto, algumas horas depois de Karlov.

De acordo com informações do jornal britânico Daily Mirror, de terça-feira (20), o diplomata russo Petr Polshikov, 56, morreu atingido por uma bala na cabeça, no apartamento em que morava, em Moscou (Rússia).

Segundo o Mirror, duas cápsulas de balas foram achadas no apartamento do diplomata de alto escalão. A arma - possivelmente usada para o #Crime -, também foi detectada no banheiro do local.

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Devido a falta de evidências circunstanciais, a polícia tem dificuldade em elucidar o motivo do homicídio. Contudo, autoridades elaboram diversas teorias, inclusive conspiratórias, para o assassinato do diplomata.

Polshikov, enquanto exercia a profissão, era ávido conhecedor das políticas latino-americanas, pois trabalhou no departamento da América Latina, no Ministério das Relações Exteriores russo, e chegou a ser embaixador do país na Bolívia.

No entanto, depois do diplomata deixar de atuar no Ministério das Relações Exteriores, relatórios oficiais do país afirmam desconhecer a relação de Polshikov com a administração de Vladimir Putin.

No entendimento do político russo ultranacionalista, Vladimir Zhirinovsky, tanto o homicídio do embaixador Andrei Karlov, quanto o assassinato do diplomata Petr Polshikov, ambos no mesmo dia e em países diferentes, tem intenção de evitar uma visita do presidente turco Recep Tayyip Erdoğan a Moscou.

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Embora não haja provas do envolvimento do Ocidente nas ações criminosas, o político acredita que países pertencentes à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), arquitetaram as ações com objetivo de evitar aproximação da Turquia (aliada do Ocidente) com a Rússia.

"O Ocidente está tentando nos enredar. Todos os conflitos foram inspirados pela Grã-Bretanha. Isso é feito deliberadamente para frustrar a visita de Erdoğan. Com certeza, agora, a visita será adiada", declarou.

Além de Vladimir Zhirinovsky, o senador do Kremlin Frantz Klintsevich, vice-presidente do comitê de defesa e de segurança da câmara superior da Rússia, ressalta o suposto envolvimento da OTAN no homicídio do embaixador russo na Turquia.

"Pode ser o ISIS , ou o exército curdo que tentaram machucar Erdoğan. Mas talvez, e é altamente provável, que os representantes dos serviços secretos da OTAN estão por trás. O que aconteceu é uma provocaçã. É um desafio para a Rússia”, finaliza.

Até o momento, o assassinato do diplomata continua a ser investigado. #Mídia #Curiosidades