Nos últimos dias, a crise humanitária em Alleppo, na Síria, tornou-se tão complex, que a maioria dos líderes mundiais, militares e profissionais de imprensa estão ficando sem palavras para descrevê-la. Até que, no início da semana, surgiu a informação de que moradores da área leste de Aleppo estão solicitando para que religiosos permitam que os homens possam assassinar suas filhas, esposas e irmãs para evitar que elas sejam capturadas e abusadas sexualmente por soldados do exército sírio.

O caso vem ganhando grande repercussão na mídia internacional e nas redes sociais, depois que a carta de uma suposta enfermeira, que atuava na região cercada, veio a público.

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No texto, ela explicou que achou melhor se suicidar do que ser capturada por delinquentes do exército sírio.

A mulher escreveu a seguinte mensagem. ''Sou uma das mulheres sobreviventes de Aleppo, muito em breve a maioria será estuprada. Na cidade, não existem mais armas ou insurgentes que possam ficar entre nós e os soldados sírios, que estão prestes para invadir a cidade. O denominado exército do país. Eu não quero nada deles. Acredito que minhas preces a Ala, são mais verdadeiras do que as deles.

Tudo que peço é para que eles não assumam o lugar de Deus e me julguem após o meu suicídio. Eu vou me suicidar e não me importo se vocês me condenarem ao inferno. Deus é testemunha de que estarei cometendo suicídio, porque não pretendo que parte de mim seja fonte de prazer para aquelas pessoas que dias atrás sequer mencionavam o nome de #Alleppo. E, quando vocês lerem esta mensagem, saibam que eu morri pura", conclui a carta.

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Até o momento não foi confirmado o nome da mulher e nem a veracidade das informações. De acordo com informações do jornal britânico Metro, a carta estava endereçada para alguns líderes religiosos e da oposição.

Pessoas próximas a Alleppo afirmaram que, na última segunda-feira (12), tropas sírias teriam executado em torno de 80 pessoas, dentro de suas casas. Entre as vítimas há homens, mulheres e crianças. #guerra na síria #Crise Humanitária