Logo após o assassinato que ocorreu na semana passada, no dia 19 de dezembro, na capital turca, o presidente da #Turquia, Erdoğan, disse à mídia turca, numa coletiva de imprensa, que o atirador era ligado à organização de Fethullah #Gülen. O movimento de Gülen que é conhecido sob vários nomes, como Hizmet (serviço) e FETÖ (organização terrorista Fethullah) foi fundada pelo teólogo turco, Fethullah Gülen, que hoje reside nos EUA. A Turquia o acusa de ter liderado a tentativa de golpe de estado na noite de 15 de julho 2016. Gülen nega envolvimento.

Documento que indica conexão a Gülen

O jornal turco, Sabah, publicou um documento que revela que o assassino, o jovem policial Mevlüt Mert Altıntaş, havia tirado dois dias de folga imediatamente após a tentativa de golpe.

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Ele saiu de férias no dia 16, voltando no dia 18 de julho. O jornal ainda alega que foram encontrados documentos durante as investigações pós-golpe que indicam que o golpe foi planejado para um dia mais tarde (no dia 16), mas que os golpistas tiveram que adiantar o golpe um dia antes porque a agência de inteligência turca tinha encontrado pistas que indicavam o que estava para ocorrer.

O jornal além disso afirma que o comissário de polícia que aprovou os documentos, foi preso logo depois da tentativa de golpe por manter vínculos com a organização de Gülen.

Documentos falsificados

Na quarta-feira da semana passada, o porta-voz, Hussam Al-Shafii, do grupo jihadista Jaish al-Fatah declarou na sua conta oficial do Twitter não ter nenhum vínculo com Altıntaş. Ademais ele nega ter publicado o documento que está circulando a internet em que o grupo afirma ter executado o embaixador russo, afirmando que o documento foi fabricado.

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Escola preparatória

O jornal Sabah diz que Altıntaş frequentou a escola preparatória Körfez que igualmente teria vínculos com a Hizmet. Numa entrevista que foi publicada pelo jornal Hürriyet a irmã de Altıntaş diz que ele nunca frequentou essa escola.

De acordo com a irmã do atirador, Seher Ö., o seu irmão começou a demonstrar mudanças em seu caráter após ingressar na academia de polícia na cidade de İzmir. Ela suspeita que ele foi influenciado por pessoas dentro da academia de polícia. Depois de ingressar na academia ele começou a rezar cinco vezes por dia e parou de manter contato com os seus familiares. A última vez que ele havia falado com a sua irmã havia sido na noite do golpe logo depois de ter chegado em İzmir para frequentar o casamento do seu colega da academia de polícia.

Fethullah Gülen

Fethullah Gülen é um personagem controverso na Turquia. Tanto a esquerda como a direita na Turquia o acusam de ter liderado o golpe.

Gülen nasceu na província Erzurum no leste do país em 1941.

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Ele era o filho de um clérigo islâmico e virou um adepto dos ensinamentos de Said Nursî e o seu movimento Nurcu. O movimento foi banido pelas autoridades turcas por propagar islamismo político. O movimento de Gülen tornou-se um ramo do movimento Nurcu e começou a fomentar um islão apolítico, modernista que incentiva a ciência e a modernidade. O movimento abriu centenas de escolas na Turquia e algumas outras fora do país. De acordo com a Reuters no ano 2008 havia mais ou menos 800 escolas na Turquia ligadas à organização Hizmet.

Os secularistas turcos sempre disconfiaram Gülen, achando que o seu verdadeiro motivo era disseminar o islamismo aos seus alunos e incentivá-los a desafiar a separação entre religião e o estado. Acredita-se que os ex-alunos dos colégios gulenistas infiltraram a burocracia do país, trabalhando como promotores públicos, policiais e juízes. Suspeita-se que esses funcionários públicos atuavam somente no interesse do grupo. Depois da tentativa fracassada na noite de 15 de julho, as autoridades turcas lançaram uma operação para remover todos os funcionários públicos acusados de ter laços com Gülen. #Erdogan