A AIDS é uma doença mundialmente conhecida e vem afetando milhares de pessoas diariamente. De acordo com os dados fornecidos pela Unaids (órgão especial da ONU para a #AIDS), existem aproximadamente 33,5 milhões de pessoas contaminadas pela doença, que já é considerada uma epidemia mundial.

Os primeiros sinais costumam ser silenciosos, e por isso pode ser facilmente confundido com um mal-estar passageiro. Mesmo quando se manifestam de uma maneira mais intensa, a doença pode ser vista como uma simples virose. Por isso é essencial que o paciente faça o teste, só assim será possível adquirir uma constatação completa da infecção e já está disponível em vários postos de #Saúde.

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Uma das promessas para a cura dessa doença é o remédio Darapim, que já é utilizado nos tratamentos da AIDS, toxoplasmose, malária, entre outras doenças. O remédio foi elaborado por jovens estudantes de 17 anos, do colégio Sydney Grammar, localizado na cidade de Sydney – Austrália.

O estudo recebeu a ajuda dos membros globais da Open Soure Malária e o único desígnio é tornar o produto mais barato, e com isso, fazer com que o medicamento se torne acessível para a população que luta diariamente contra a doença.

O remédio custa aproximadamente 750 dólares por comprimido (R$ 44 – R$ 2500) e o preço que é considerado inacessível atualmente se tornou ainda alto depois que o executivo americano, Martin Shkreli, adquiriu o direito de produzir o Daraprim e com isso, o valor se elevou absurdamente.

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O surpreendente foi que os mesmos estudantes conseguiram reproduzir um dos ingredientes principais do medicamento com um custo menor, contando com a supervisão de químicos e professores do colégio Sydney. O preço se finalizou em aproximadamente 20 dólares (R$ 68). A pirametamina, ingrediente fundamental do medicamento foi sintetizado a 3,7 gramas dela em um pequeno laboratório de ciência dentro da escola e com isso, a esperança de um tratamento mais acessível se tornou realidade dos portadores da AIDS.

Preço do Daraprim

A mesma quantidade do medicamento custa em torno de 110 mil dólares, nos Estados Unidos, e cada comprimido teria o valor final de 1,5 dólares. Aqui no Brasil, uma caixa do remédio com 100 comprimidos tem o valor de R$ 7. James Wood, um dos estudantes envolvidos no estudo disse que “o preço se torna uma grande injustiça e consideramos isso eticamente errado”. “Esse remédio é capaz de salvar vidas e infelizmente muitos pacientes não conseguem comprá-lo”, releva o aluno em uma entrevista cedida ao site de notícias da BBC.

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“Se é possível adquirir a “droga” em escolas, então não tem desculpa para que o mesmo seja tão caro. Principalmente para pessoas que precisam do remédio, mas que, infelizmente não conseguem pagar por ele”, conta Alice Williamson, da Instituição de Sidney.

Porém, o estudo realizado pelos jovens não foi motivo para que o representante da fórmula repensasse sobre o alto valor do medicamento. Martin Shkreli chegou a publicar em seu Twitter avisando que o estudo elaborado no colégio não iria fazer com que o preço do medicamento fosse revisto. “Qual é o preço dos equipamentos e funcionários de um laboratório? Eu não imaginava que poderia ter químicos trabalhando de graça. Eu deveria começar a usar os adolescentes do Ensino Médio para começar a fazer meus remédios”, ironiza ele.

O empresário deixou de representar a empresa no começo do mês de dezembro de 2016, acusado de fazer transições ilegais e manter estoque ilegal da fórmula.