Um estudo publicado por pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, afirma que porte de arma reduz a criminalidade.

Conforme o levantamento, quanto mais armas há entre os habitantes de um país, menores são os índices de criminalidade. Ou seja, existe uma relação direta entre a redução de crimes e o aumento da quantidade de cidadãos com porte.

O estudo, publicado no Volume 30, Número 2 do Harvard Journal of Law & Public Policy, pretendeu responder à seguinte pergunta: "Banir armas de fogo reduziria os assassinatos e suicídios? Os pesquisadores chegaram à conclusão que não.

As descobertas são de dois criminologistas - o professor Don Kates e o professor Gary Mauser.

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Em resumo eles dizem: “nações com rigorosas leis anti-armas geralmente têm taxas de homicídio substancialmente mais altas do que as que não têm. O estudo concluiu que as nove nações europeias com as menores taxas de posse de armas (5.000 ou menos armas por 100.000 habitantes) têm uma taxa combinada de homicídios três vezes maior do que a das nove nações com as maiores taxas de posse de armas (pelo menos 15.000 armas por 100.000 habitantes).

Por exemplo, a Noruega tem a maior taxa de posse de armas na Europa Ocidental, mas possui a menor taxa de homicídios. Em contraste, a taxa de homicídio da Holanda é quase a pior, apesar de ter a menor taxa de detenção de armas na Europa Ocidental. Suécia e Dinamarca são mais dois exemplos de nações com altas taxas de homicídio, mas poucas armas.

Veja 20 argumentos utilizados por essa linha de raciocínio: #pesquisa #Mundo #Crime

  • O referido estudo acima citado, realizado por pesquisadores da Universidade de Harvard.
  • Nos EUA as vendas de armas aumentaram nas últimas duas décadas, enquanto os homicídios caíram quase 40%.
  • Nações europeias que mais têm homicídios em proporção ao números de habitantes são as que têm menor posse de arma entre os residentes.
  • As maiores chacinas em solo americano foram em estados que têm legislação mais rigorosa contra o porte de armas.
  • Os Estados Unidos figura no topo da lista de países com mais armas, mas ocupam o 28º lugar na estatística de mortes por tiros.
  • A taxa de ocorrências criminosas violentas nos EUA caiu de 1992 para 2011. Em contrapartida, as armas se proliferaram entre os civis.
  • Por ano, mais de 200 mil mulheres usam armamento de fogo para proteção contra estupros.
  • Os números mostram que se usa mais armas para impedir crimes do que para matar, em uma relação 80 vezes superior no primeiro caso.
  • Em 10 anos (1991 a 2001), acidentes com armas de fogo tiveram queda.
  • Na Inglaterra, há 4 vezes mais crimes violentos em proporção à população do que nos EUA.
  • No Reino Unido, onde o controle de compra de armas é mais rígido, há 125% mais registros de crimes sexuais do que na América.
  • São 133% mais vítimas de assalto no país europeu, em comparação com os EUA.
  • No Reino Unido tem quatro vezes mais arrombamentos do que a média de toda a União Europeia.
  • E lá tem também a segunda maior taxa de crimes violentos da região.
  • Na Austrália houve alta de 19% dos homicídios depois do desarmamento da sociedade.
  • Na americana Chicago, após aprovação de leis rigorosas contra as armas, em 2012, houve alta de 17% na quantidade de assassinatos.
  • Por causa dessa escalada da violência, a cidade recuou em 2014 e reviu as leis. Como resultado, caíram as estatísticas de roubo, arrombamentos e assassinatos.
  • Kennesaw, uma cidade da Geórgia, aprovou uma lei que determina a existência de uma arma em cada casa. A legislação fez a criminalidade recuar pela metade.
  • Nações que promoveram chacinas em nome da guerra e do poder vitimaram 170 milhões de pessoas no séc. 20. A maior parte dos mortos havia sido desarmada pelo Estado.
  • Aqui no Brasil o Estatuto do Desarmamento foi aprovado há uma década, mas a quantidade de assassinatos por ano continua altíssima: 60 mil/ano. Além disso, em três décadas subiu em mais de 300% as mortes por armas de fogo.