Aumentou a temperatura na relação institucional entre Rússia e a Grã-Bretanha depois que um navio de #Guerra russo precisou ser escoltado para fora do Canal da Mancha por oficiais da Marinha Real pela segunda vez, em apenas duas semanas.

Os dois países estão em uma tensa disputa por causa das divergências em relação ao envolvimento de Moscou na Síria. Os ministros britânicos condenam veementemente o apoio da Rússia ao presidente sírio, Bashar Assad, especialmente após as forças de seu regime comandarem uma brutal vitória na batalha de quatro anos em Aleppo.

Agora, conforme analisa o jornal britânico The Sun, navio de guerra russo colocou mais lenha na fogueira da já intensa tensão diplomática entre Moscou e Londres.

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De acordo com a publicação, a fragata Yaroslav Mudry foi encontrada pela fragata da Marinha HMS Sutherland na entrada do Canal da Mancha e depois foi monitorada enquanto navegava pelas águas do Reino Unido.

Esta é a segunda vez em menos de duas semanas que o "HMS Sunderland" monitorou um navio de guerra russo em mares britânicos, disse o governo em seu comunicado de imprensa.

O secretário dos Negócios Estrangeiros, Boris Johnson, convocou na última quinta-feira (15) o embaixador russo, Alexander Yakovenko, para lhe dizer que Moscou não merece crédito pela evacuação de civis da cidade síria devastada.

Johnson manifestou "profunda preocupação" com relatos de civis sendo executados, ambulâncias sendo destruídas e "desaparecimentos" após forças pró-Assad entrarem em ação em áreas de Aleppo anteriormente mantidas pelos rebeldes.

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Navio

A embarcação russa Yaroslav Mudry tinha navegado recentemente no Mar Mediterrâneo e Oceano Índico antes de passar no Caribe para visitar Cuba e Trinidad.

A fragata da Marinha inglesa, HMS Sutherland, e um helicóptero se juntaram aos navios de guerra franceses e holandeses para seguir a embarcação russa até fora das águas britânicas.

A movimentação do navio russo continuará a ser monitorada por navios de outras nações da OTAN enquanto estiver no norte da Europa.

Em outubro, navios da Marinha monitoraram navios russos, incluindo o porta-aviões, que passavam pelo Estreito de Dover, a caminho de um suposto reforço da campanha de bombardeio em Aleppo