Para que o mal triunfe basta que os bons fiquem de braços cruzados”. A frase, dita há séculos pelo filósofo e político irlandês, Edmund Burke (1729-1797), talvez tenha inspirado o norte-americano Daryl Davis.

O músico de origem afrodescendente, que reside em Chicago (EUA), chama atenção do mundo ao usar um método inusitado para combater o preconceito: a amizade.

É que ao invés de atacar pessoas racistas, ele procura interagir com elas, no intuito de mostrar a falta de sentido em um indivíduo não gostar do outro, baseado somente na cor da pele.

De acordo com informações do site RT, Davis, que não teme pessoas preconceituosas, costuma fazer amizade com membros da organização Ku Klux Klan (KKK), com objetivo de fazê-los compreender a falta de lógica em odiar seres humanos que apresentam características físicas diferentes das deles.

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Embora a ideia de um homem negro interagir com membros da organização conhecida por espancar e até mesmo matar afrodescendentes, pareça absurda, os resultados das ações do músico, que já tocou ao lado de lendas do rock como Chuck Berry e Little Richard, gera resultados positivos.

Ele, que desde a década de 1980 tem ido de encontro aos supremacistas brancos da KKK, já conseguiu fazer com que mais de 200 membros abandonassem a entidade.

Ao se aproximar dos homens com as típicas fantasias brancas, David faz com que os racistas o vejam como um ser humano. “Eu apelo ao senso comum das pessoas. Eu não procuro convertê-las, mas se elas passam tempo comigo, elas não podem me odiar”, comenta.

Um exemplo do sucesso obtido pelo músico, pode ser retratado na história do ex-membro da KKK, Roger Kelly.

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Além de abandonar a organização criminosa (embora ela seja permitida nos EUA) ,Kelly tornou-se amigo de Davis. A intimidade dos dois chegou a tal ponto, que Kelly pediu para ele ser padrinho de sua filha

Outro que se afastou da Ku Klux Klan, Scott Shepherd, revela que Davis fez ele perceber a falta de sentido em nutrir esse tipo de preconceito.

"Você pode tomar uma ação positiva contra uma ação negativa e sair bem. É um passo de cada vez com Daryl. Acho que ele pode converter [outras] pessoas”, avalia.

Atualmente, um documentário sobre as experiências vivenciadas por Daryl Davis, intitulado 'Accidental Courtesy', é apresentado em teatros de Los Angeles. Abaixo, veja um pequeno trecho, em inglês.

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