Que vivemos num mundo cercado por torres de telefone e sinais de Wi-Fi, ninguém duvida. Embora as pessoas não se incomodem em serem constantemente bombardeadas pelo eletromagnetismo, uma mulher do Reino Unido, alérgica a sinais de Wi-FI, de celulares, de televisão entre outros, vive isolada da civilização, com objetivo de evitar os efeitos colaterais da tecnologia.

De acordo com informações do jornal britânico Metro, raramente a ex-enfermeira Kim De'Atta tem contato com amigos ou parentes, pois as ondas eletromagnéticas causam enxaquecas, fadiga e até infecções.

Ela, que foi obrigada a se mudar duas vezes devido a construção de antenas de telefone, nos raros momentos em que se ausenta da residência, precisa usar uma bizarra touca blindada, como forma de proteção contra sinais invisíveis que afetam o seu organismo.

Publicidade
Publicidade

Vítima de preconceito, a mulher que sofre de eletrosensibilidade, diz ao Metro ter esperança de que ao contar sua história, os indivíduos compreendam a situação em que vive.

Sem ver amigos e familiares, ela, que teve apenas duas visitas em 2016, revela ser taxada de esquisita pelos populares. “Na maioria das vezes as pessoas pensam que eu sou louca”, lastima.

Segundo Kim, as cidades de Crewkerne e Lyme Regis, ambas na Inglaterra, são os únicos municípios em que consegue acessar sem ser afetada por sinais de #Internet sem fio e de telefones móveis. “Se eu vou a qualquer outro lugar, eu tenho alguns sintomas sérios”, fala.

Início da doença

Aos 16 anos, quando vivia no sul de Londres, começou a ficar doente ao se aproximar de aparelhos televisivos. Contudo, sem saber o motivo, a situação piorou alguns anos depois, enquanto exercia a enfermagem.

Publicidade

Na época, como cuidava de pacientes particulares, teve de comprar celular para manter contato com os doentes. Porém, a primeira vez que usou o telefone móvel, notou que havia algo de errado. “A primeira vez que eu [o levei] até a minha cabeça, era como um laser em meu cérebro. Toda vez que eu o coloco na minha cabeça, eu tenho a dor”, revela.

Além do sofrimento físico, com o passar do tempo Kim começou a ter infecções devido ao enfraquecimento do sistema imunológico, afetado pelo eletromagnetismo dos aparelhos.

Para escapar das ondas, a britânica se mudou para Glastonbury. Apesar de ter passado alguns anos sem ser importunada pela tecnologia, depois de um tempo o ‘pesadelo’ voltou: a prefeitura instalou um mastro de celular no centro da cidade.

A partir daí a saúde da mulher piorou. Palpitações cardíacas, falta de ar, enxaquecas e outros sintomas, eram parte de seu cotidiano. “Eu tinha começado a sofrer de dores de ouvido graves e estava me tornando realmente sensível à luz”, declara.

Publicidade

De início, médicos pensaram que ela tinha um problema na coluna. No entanto, ao consultar outro profissional, veio o diagnóstico. “Quando eu vi outro médico ele disse que era algo no ambiente e poderia ter a ver com os campos eletromagnéticos”, revela.

Sem ter pra onde ‘fugir’

Kim De'Atta, que usa uma excêntrica touca ‘blindada’ toda vez que sai de casa, na cidade de Chard, condado de Somerset, também salienta ter recebido ajuda financeira de um primo, para se mudar de Glastonbury, onde uma torre telefônica fora instalada.

“Com esse dinheiro eu reservei uma viagem mundial para ir a lugares onde eu poderia escapar dos sinais, mas em qualquer lugar que você vá eles começaram a colocar postes de telefone móvel”, desabafa.

Até o momento, não há cura para a condição de Kim. Ela continua a evitar o mundo com ajuda da ‘touquinha blindada’.

Ainda que a doença seja pouco conhecida pela medicina, em 2015, a justiça francesa concedeu pela primeira vez, o direito de aposentadoria por invalidez de um portador de eletrosensibilidade, também chamado de sensibilidade eletromagnética. #Curiosidades #Viral