Um #Juiz está sendo criticado por vários ativistas, depois de ter chamado de "tonta" uma vítima de abuso sexual. Apesar de ter sancionado o agressor, o juiz falou que a vítima era "tonta" por beber demais, e não saber regressar a casa, se colocando em uma situação de insegurança. Para os ativistas, defensores das mulheres, o juiz acabou culpabilizando a vítima. Eles não concordam que alguma parte de culpa possa ser colocada sobre a vítima, e que a "vulnerabilidade" de uma mulher não poderá ser jamais um convite ao #Estupro.

Uma jovem de 20 anos saiu a noite, em Manchester, na Inglaterra. A garota acabou bebendo demais e acordou, na manhã seguinte, no apartamento de dois homens, que tinha conhecido nessa noite.

Publicidade
Publicidade

A jovem declarou, no #Tribunal, ter poucas recordações do que aconteceu durante essa noite, derivado do excesso de álcool que acabou consumindo, junto com os rapazes.

Quando acordou, de manhã, deixou a casa deles e foi para a rua. Ainda confusa por causa da bebedeira, ela estava sentindo dificuldades em perceber onde estava e encontrar o caminho de casa. Foi durante esse percurso, que foi atacada por Yaqoob Alanezy. Os abusos sexuais ficaram provados e o juiz falou que "nada justifica isso" e que o homem merece ser responsabilizado criminalmente por isso.

No entanto, o juiz pensa que a lei também serve para proteger essas mulheres que, por beberem demais, se tornam vulneráveis, pedindo para que as mulheres evitem esses "comportamentos tontos". O homem foi ainda mais longe, em sua explicação, falando que quando ela saiu de casa, embriagada, sem saber onde estava, se tornou "vulnerável" para qualquer homem que estivesse passando na rua, que a pudesse atacar.

Publicidade

Porém, para os ativistas que defendem o fim da violência contra as mulheres, a resposta desse juiz "culpabilizou a vítima", sugerindo que "o álcool que uma mulher bebe, tem qualquer relação com ela se tornar merecedora de uma agressão sexual". Para a porta-voz desse grupo de ativistas, Leah Cowan, isso que o juiz falou é "incrivelmente alarmante".

Talvez por essa explicação do juiz, a defesa do agressor alegou que o jovem, de 18 anos, tinha tomado meia garrafa de vodca nessa noite e ele que nem estava acostumado com bebida, em uma tentativa de amenizar a pena do rapaz. Apesar disso, Alanezy ficou preso.