Moradores de várias cidades da Sibéria (Rússia) são surpreendidos pela entrada de um meteoro, cujo intenso clarão transformou a noite em dia, na última terça-feira (6).

De acordo com informações do jornal britânico Express, habitantes da república da Cacássia (Khakassia), que tem como capital a cidade Abacã, observaram detalhes do raro fenômeno.

Em depoimento ao periódico, o russo Nikolay Soldatov, residente local, relata que após a explosão do meteoro, o objeto celeste pode ser notado por cerca de quatro segundos.

Soldatov ainda ressalta uma característica incomum do astro. Segundo ele, o meteoro emitiu uma luz fria, semelhante a lâmpada fluorescente.

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"Não era ofuscante, mas ainda era brilhante. Olhei para cima e ... acima do hospital da cidade havia um meteoro", conta.

Apesar do país ser palco do meteoro mais destrutivo do século XXI, o de Cheliabinsk, que na manhã do dia 15 de fevereiro de 2013, às 9h20 (horário local), adentrou a atmosfera terrestre sobre a região dos Urais, até explodir na cidade, populares ignoraram os perigos do recente astro.

Para Sergey Isaykin, por exemplo, embora o bólido (bola de fogo incandescente) tenha feito alarmes de veículos soarem por toda a cidade, a população não se assustou quando percebeu que a causa dos disparos decorreu de um astro celeste. “Foi muito bonito. Você não vê isso todos os dias”, observa.

No entanto, Olga Sagalakova, residente de Sayanogorsk, município onde o evento pode ser percebido de forma mais intensa, conforme o Express, confessou pavor com o episódio.

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Ela acreditou se tratar de uma bomba.

"Olhamos para a montanha perto de nós ... e houve um enorme meteoro voando acima dela. Ele tinha uma cauda. Francamente, eu estava com medo. Eu pensei que era uma bomba", salientou.

À procura de detritos

Autoridades da Rússia acrescentam a possibilidade de haver fragmentos do meteoro. Na avaliação deles, é possível que detritos sejam achados em torno do Vale de Babik.

Ainda que a localidade dos resíduos seja conhecida, Viktor Grokhovsky, professor da Universidade Federal Ural, acentua que as buscas demorarão alguns dias para detectar os restos do astro.

"Determinar onde eles desembarcaram exigirá cálculo preciso do seu caminho. Isso pode demorar um ou dois dias", declara.

O Instituto Russo de Pesquisas Espaciais estima que o bólido, composto por pedras, tenha de 10 a 15 metros de diâmetro.

Abaixo, veja o vídeo disponibilizado pela página do Facebook, Gazeta Russa.

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