Em tempos de mudança de ano, muitos rituais são seguidos por famílias e religiões de todo o mundo. No Brasil, por exemplo, um ritual conhecido é pular sete ondas, logo após a virada do ano. Isso ajudaria a trazer saúde e prosperidade. A Igreja católica também tem seus rituais. Todos os anos, desde 1389, o sangue seco de um santo é reavaliado. O conteúdo, guardado em uma relíquia de ouro, é de São Januário. Durante três vezes por ano, rituais são marcados com o sangue seco. O objetivo é fazer com que ele se torne líquido outra vez, o que quase sempre acontece. No entanto, no último dia 16, isso não foi possível. O milagre não aconteceu.

A tradição diz que todas as vezes que o sangue de São Januário não volta ao estado líquido, algo muito ruim irá acontecer.

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Isso é visto com tão maus olhos que já é prevista uma catástrofe para o ano que vem. Portanto, pelo menos de acordo com a tradição, o ano de 2017 pode ser até pior que o de 2016, conhecido por ter trazido muitas más notícias. Durante os 627 anos em que a cerimônia é realizada, mais de 1800 rituais foram feitos. No entanto, em pouquíssimas vezes o sangue seco não virou líquido. Uma das vezes foi no ano de 1527. Naquele período, milhões de pessoas morreram em todo o mundo por conta da peste negra. Mais de 400 anos depois, o sangue voltou a não passar pelo processo dito miraculoso. Dessa vez, o fenômeno aconteceu em 1939, pouco antes do início da segunda guerra mundial. Milhões de pessoas morreram nesse evento, em especial judeus, perseguidos pelo ditador alemão, Adolf Hitler.

Em entrevista ao jornal italiano 'La Stampa', o monsenhor Vincenzo De Gregorio, que cuida da igreja em que o sangue de São Januário é guardado, disse que os fiéis não podem pensar em catástrofes e que a fé, nesses momentos, não pode ser abalada.

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Ele disse que continuará rezando e pede que os católicos façam o mesmo.

Na sua opinião, a não liquefação do sangue que seria do santo católico pode fazer o ano de 2017 ser catastrófico, ou isso é apenas um crença popular? Comente! #Religião