A retirada dos moradores de #Aleppo foi retomada na noite de ontem (18), depois de três dias de atraso. Esses moradores do leste da cidade foram evacuados e chegaram hoje, pela manhã, em Al Rashidin. Desde a madrugada, 65 ônibus partiram dos distritos sitiados na metade oriental de Aleppo.

Segundo o Observatório, essas evacuações foram possíveis devido ao acordo fechado entre Turquia, aliada dos rebeldes, Irã e Rússia, que apoiam o governo de Damasco.

É válido lembrar que a evacuação havia começado na quinta-feira (15), mas foi suspensa na sexta-feira (16), em meio a um conflito entre as partes, que ficaram de decidir justamente sobre o plano de poder evacuar as pessoas de Aleppo.

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Pelo menos 500 pessoas puderam deixar o local. A expectativa por parte dos moradores de Aleppo era muito grande em poder deixar uma área de conflito tão conturbada. #Ativistas disseram ter visto pessoas dormindo nas ruas, em temperaturas congelantes, e com pouca comida. Segundo a Unicef, algumas crianças foram obrigadas a irem embora sem os pais e estão doentes e muito feridas.

As pessoas que foram resgatas de Aleppo estão sendo transferidas para áreas comandadas pelos rebeldes na província vizinha, de Idlib. Alguns foram para acampamentos, e outros para casas de parentes, de acordo com informações dos funcionários de agências humanitárias.

Estima-se que pelo menos 6 mil pessoas já tenham saído do leste de Aleppo. Nesta estimativa 3 mil combatentes rebeldes e 300 feridos, segundo o Observatório.

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Mas alguns combatentes se recusaram a sair, alegaram ter medo.

Autoridades da Turquia informaram que o país está se preparando para organizar um acampamento para abrigar pelo menos 80 mil pessoas perto da fronteira. Afirmaram que os feridos e doentes também poderão entrar, de acordo com a fonte Reuters.

O Conselho de Segurança da #ONU deve votar, ainda hoje, um novo projeto de resolução que propõe enviar observadores a Aleppo. É uma nova versão do texto, proposto pela França, que leva em consideração as observações dos russos. Porém, os russos ameaçaram vetar a proposta, caso ela seja aprovada.

No entanto, a embaixadora americana, Samantha Power, está confiante. Ela afirma que o projeto contém todos os elementos essenciais que permitem a supervisão da ONU.