Charlotte Peters, de 33 anos, estava trabalhando na Comissão de Exploração Sexual e Abuso de Crianças na Polícia Metropolitana de Luton, na Inglaterra, mas um caso a colocou ao lado dos criminosos. A mulher policial estava protegendo uma vítima de estupro, mas acabou mantendo relacionamento sexual com a vítima. Por causa disso, ela foi condenada pela Justiça inglesa e vai passar os próximos 22 meses na cadeia.

Vítima estava vulnerável

O princípio para essa acusação foi um ato sexual, que ocorreu no banheiro de um restaurante de fast food, quando Charlotte deveria estar protegendo e apoiando a vítima de estupro. A policial acabou se envolvendo emocionalmente com a jovem mulher, que teve sua identidade protegida.

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Logo no início desse trabalho, a policial já tinha falhado com suas funções, beijando a jovem. O caso entre as duas foi ainda mais longe e terminou com as duas mantendo relações sexuais.

Para a acusação, a policial se aproveitou da 'vulnerabilidade da vítima'. Para piorar a situação de Charlotte Peters, o tribunal entendeu que, por sua experiência com esses casos de estupro, ela tinha que saber como a vítima estava vulnerável depois do choque que tinha sofrido. Para a Justiça, esse momento mais complicado que a jovem estava vivendo a deixou mais carente, se tornando novamente vítima.

Policial ameaçou a vítima

A jovem acabou denunciando Charlotte Peters, quando teria percebido que ela nunca iria deixar a namorada para ficar com ela. No centro de abrigo onde estava alojada, a vítima revelou que se apaixonou por essa policial, mas que já sabia que esse relacionamento não tinha futuro.

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Depois, acabou contando tudo o que tinha acontecido nos últimos meses.

Quando ela quis se afastar, Charlotte teria ameaçado que se suicidaria se concretizasse a ameaça. No entanto, a vítima não culpa a policial e nem considera que ela se tenha aproveitado de seu estado mais frágil. Para essa jovem, elas são "duas pessoas que se apaixonaram nas circunstâncias erradas".

O juiz também entendeu que as duas se apaixonaram e não julga a policial por isso, mas sim por ela não ter parado logo no início, assim que percebesse que esse "relacionamento era inapropriado", até porque suas ações estavam "terminando com sua carreira". #sexo #Abuso Sexual #Casos de polícia