Muito se fala em #Crime passional e há muitos comentários a respeito da morte do embaixador da Grécia neste sentido. Ledo engano. O crime passional é aquele cometido por paixão. No caso de Françoise Amiridis e seu amante, o crime foi premeditado e é classificado pela lei como homicídio doloso, ou seja, praticado com intenção de matar, embora o próprio delegado do caso tenha mencionado que o crime foi passional, equivocado talvez pelo fato de que dois dos culpados sejam amantes.

Em entrevista coletiva concedida na noite de sexta-feira (30), o delegado Evaristo Ponte Magalhães, da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense, Rio de Janeiro, desvendou o caso que envolve três pessoas na morte de Kyriakos Amiridis: Sérgio Gomes Moreira Filho, que é policial militar e amante de Françoise, seu primo Eduardo Moreira de Melo e a agora viúva Françoise Amiridis.

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A conclusão dos investigadores, a partir de gravações feitas com câmeras de segurança, dos depoimentos dos envolvidos e de uma testemunha, é de que o assassinato foi encomendado por Françoise por R$ 80 mil, a serem pagos 30 dias após a morte do marido caso "tudo desse certo".

Eduardo, o primo, ao confessar sua participação, afirmou que Françoise não estava presente na execução. Os envolvidos planejaram que Sérgio seria o autor do assassinato e que a viúva e sua filha estariam fora da casa no momento do crime. De fato, ambas estavam em um shopping center, só retornando pela 1 hora da madrugada.

A versão de Sérgio, de que teria matado por asfixia, é questionada pela polícia, uma vez que foram encontradas manchas de sangue no sofá da residência. Como o corpo foi encontrado carbonizado, será preciso aguardar análise para determinar a causa da morte.

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O Instituto Médico Legal não confirmou a identidade do corpo encontrado no automóvel que havia sido alugado pelo embaixador, mas o delegado está convicto de que se trata de Kyriakos.

Ironicamente, a própria mentora do crime foi quem denunciou à polícia o desaparecimento do marido, já na ocasião devidamente acompanhada pelo PM e por um advogado.

Uma testemunha cuja identidade não foi revelada, confessou ter sido chamada por Sérgio no local onde estava o carro. O mototaxista teria levado Sergio a um posto de gasolina, onde este comprou combustível para incendiar o veículo com o corpo dentro.

Em sua defesa, a viúva alega que sofria agressões do marido, o que será investigado posteriormente.

A participação de Eduardo teria sido ajudar o assassino a se livrar do corpo.

Agora com a prisão temporária dos três envolvidos decretada por 30 dias, a polícia carioca deve concluir as investigações e esclarecer os detalhes deste crime bárbaro que, como num enredo de cinema, envolve a mulher, o amante e seu primo. #Embaixador da Grécia #Investigação Criminal