De acordo com informações do site da BBC de Londres, o atual presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, matou três homens enquanto era o prefeito de Davao, cidade localizada na ilha de Mindanau.

Duterte é conhecido por manter uma linha de "tolerância zero" na luta contra traficantes de drogas, e afirmou à rede britânica de notícias: "Eu matei cerca de três deles ... Não sei quantas balas da minha arma entraram em seus corpos. Isso aconteceu e eu não posso mentir a respeito".

A declaração foi feita apenas algumas horas após o porta-voz do presidente filipino ter negado enfaticamente que a autoridade máxima do país tivesse matado alguém pessoalmente.

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Duterte, o justiceiro

Segundo a BBC, a recente controvérsia envolvendo Duterte começou na quarta-feira (14) dentro do Palácio de Malacañang, que é residência oficial do presidente. Em uma reunião com líderes empresariais, Duterte disse com costumava sair em uma "moto grande" pelas ruas de Davao para fazer patrulhas, em busca de traficantes de drogas. O presidente afirmou aos presentes que estava, de fato, procurando situações de confronto, onde pudesse matar alguém.

Duterte alegou que sua intenção era mostrar aos policiais locais que se ele podia eliminar traficantes, os oficiais da lei também poderiam fazer o mesmo.

O atual presidente das Filipinas foi prefeito de Davao por mais de vinte anos, e neste período ganhou fama por reprimir crimes de maneira brutal, chegando até a ser acusado de patrocinar esquadrões da #Morte.

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Martin Andanar, porta-voz de Duterte, tentou amenizar a fala presidencial, afirmando à BBC que as admissões feitas pela autoridade máxima das Filipinas não devem ser tomadas "literalmente". Andanar disse ainda que esse é apenas o "estilo do presidente", ou simplesmente seu jeito de expor as coisas.

Entretanto, falando à BBC nesta sexta-feira (16), após uma coletiva de imprensa, Duterte prometeu que vai continuar travando sua guerra contra os traficantes de drogas até o último dia de seu mandato.

Estima-se que cerca de 6 mil pessoas já foram mortas pela polícia, por vigilantes e por mercenários desde maio, quando Rodrigo Duterte assumiu a presidência da Filipinas. #Política #Casos de polícia