James Harrison, de 55 anos, morreu dez meses depois de ser forçado a regressar ao #Trabalho. O homem não estava bem, sofrendo com condição pulmonar grave, uma hérnia e tinha desenvolvido ainda depressão e ansiedade. Porém, James foi 'declarado apto' pelo médico que o avaliou, para regressar ao trabalho. Sem entender como fizeram uma coisa dessas, a filha Abbie foi investigar e acabou descobrindo que o #Médico apenas tinha cumprido o pedido, por carta, dos chefes do centro de emprego e trabalho, na Inglaterra.

Centro empregador influenciou decisão clínica

Abbie Harrison, de 23 anos, não tem dúvidas de que foram os responsáveis no centro de emprego e trabalho onde seu pai estava inscrito que influenciaram a decisão final do médico, passando um atestado que o declarava como 'apto' para trabalhar.

Publicidade
Publicidade

Para Abbie, o seu #Pai estava longe de ter condições para trabalhar, tanto físicas, por seus problemas crônicos de pulmão e de dores causadas por uma hérnia, mas também psicológicas, por estar passando por uma depressão, desde que tinha perdido seu último emprego.

No entanto, a decisão foi do médico e esse declarou o homem como saudável o suficiente para exercer um novo trabalho. James retornou ao ativo, mas dez meses depois, a filha estava assistindo ao seu funeral.

A jovem foi investigar, tentando perceber como seu pai estava tão doente. E foi aí que Abbie descobriu uma carta, dos responsáveis do trabalho, pedindo para o médico "não passar mais atestados de doença" para James, de forma a que ele pudesse regressar a trabalhar, e não ficasse vivendo de subsídios de doença, que eles teriam que pagar para ele.

Publicidade

Revolta com intromissão do centro de emprego

James tinha trabalhado toda sua vida no mesmo local. Desde que deixou a escola, o homem tinha trabalhado em um centro comunitário, perto de sua casa. Com a crise e a austeridade, o centro fechou e James ficou desempregado pela primeira vez na sua vida. Com suas doenças e em um momento que começava desenvolvendo uma depressão e um estado grave de ansiedade, ele pediu por um subsídio de apoio ao emprego.

Inicialmente, ainda teve esse direito, mas, no início de 2016, ele viu cortados os subsídios, quando o médico o declarou 'apto' para trabalhar. Depois de isso, sua saúde continuou se deteriorando, acabando por morrer. "É uma desgraça que os gerentes do centro de emprego, que não sabem nada sobre medicina, devem interferir de qualquer forma na relação entre um médico e um paciente", revelou a filha Abbie.