Anastasia Tsirenschikova, de 22 anos, é uma multimilionária russa que resolveu exibir sua riqueza nas mídias sociais. A ostentação lhe custou muito caro. A estudante agora enfrenta uma longa sentença na prisão e já é chamada no seu país de Loba de Wall Street, numa referência ao filme protagonizado por Leonardo Di Caprio.

Tudo porque as autoridades descobriram que Anastásia estaria envolvida em um golpe milionário que fraudou o imposto de renda.

Nas redes sociais Anastasia sempre aparecia deslumbrante em paisagens paradisíacas e cercadas de objetos extravagantes e até animais exóticos.

Roupas caríssimas de grife e restaurantes de alto padrão também eram parte de suas exibições.

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A morena aparecia em fotos bebendo champanhe com vestidos de noite chiques, desfrutando ostras em restaurantes de alta classe ou posando em carros de luxo.

Em uma fotografia ela foi vista até mesmo abraçando um filhote de leão - um dos símbolos de status na Rússia.

Tudo isso despertou grande interesse dos internautas e, ao mesmo tempo, levantou desconfiança das autoridades fiscais, que passaram a investigá-la para saber mais sobre sua fortuna. Basicamente queriam entender como uma estudante poderia ter tanto dinheiro.

Com as investigações, a jovem acabou como uma das cinco pessoas presas por supostamente desviar nove bilhões de rublos da Rússia para paraísos fiscais estrangeiros.

A moça mora em Moscou, capital russa, e é acusada de ser a segunda na linha de comando de uma quadrilha especializada nesse tipo de transação fraudulenta.

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O líder é Mikhail Gomma, um ex-funcionário do banco Credit-Moscow.

Gomma foi preso junto com um panamenho chamado Ortis A., de 25 anos. Além deles, mais dois outros empresários de 29 e 47 também estão na cadeia. Os nomes deles não foram divulgados, mas a polícia acredita que eles ajudaram milhares de empresários a transferirem fundos de forma ilegal para o exterior, justamente para burlar o imposto de renda.

Uma estimativa dá conta de que o valor movimentado dessa maneira irregular cheque a o que em reais corresponderia a 490 milhões. O dinheiro teve como principal destino o Panamá.

#Mundo #Crime #Casos de polícia