Até onde iria o seu desespero em meio à guerra civil? Essa pergunta serve para imaginar o retrato de uma das guerras mais longas e sangrentas da história, que já dura cinco anos e possui um saldo de mais de trezentos mil mortos.

Com a #síria dividida entre o domínio de grupos terroristas, como Daesh (Estado Islâmico) e Al-Qaeda, bem como rebeldes e o exército de Bashar al-Assad, os civis vivem situações subumanas e devastadoras. Além de crianças morrendo de fome, um surto peste que passa despercebido diante da OMS e mulheres e meninas sendo violentadas e mortas, muitos homens estão dispostos a matar as mulheres da própria família para evitar que elas sejam estupradas por soldados do governo, bem como de combatentes que vem do Irã ou que integram o Hezbollah, milícia libanesa.

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Síria, Hezbollah e Irã são aliados na suposta guerra contra o terror para retomada do território.

O que parece absurdo, homens pedirem uma autorização judicial para assassinarem suas esposas, filhas e irmãs, a fim de evitar a humilhação de estupros, que muitas vezes são seguidos de morte, é na verdade uma mescla de dor e realidade de muitas mulheres. O desespero tem aumentado o número de suicídios de mulheres no país. Elas próprias estão se matando com tanto medo e outras, com medo de serem mortas.

Muitas mulheres, casadas ou que jamais tiveram intimo contato com um homem, têm cometido suicídio, pois sabem que assim que os soldados chegarem em Aleppo, o que não irá demorar, já que as tropas já estão agindo no local, elas serão, todas estupradas. A ONU condena esses atos, mas o governo sírio nega que os crimes aconteçam.

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Sem pessoas para comprovarem, o terror vivido pelas vítimas da guerra fica sem qualquer forma de defesa.

Uma das mulheres que se suicidou, deixou uma carta que foi divulgada na imprensa posteriormente. Ela avisa que se alguém está lendo aquilo é porque ela se matou e que não quer ser julgada, pois só ela sabe o desespero que é a atual situação. Mesmo diante do medo e do julgamento alheio, a mulher diz que prefere morrer pura, do que esperar que soldados adentrem sua casa e a violentem.

A realidade de estupros de mulheres e meninas, ainda crianças, não é exclusividade dos soldados do governo. Quando o Estado Islâmico dominava a cidade, mulheres eram estupradas e as mais novas eram obrigadas a se casarem com os combatentes islâmicos. No ano passado, bem como no início de 2016, foi amplamente divulgado pela imprensa mundial, o caso de meninas resgatadas da realidade de estupros e agressões na guerra da Síria, sendo que uma criança de nove anos, que havia sido violentada por mais de dez homens, estava grávida. #Guerra Civil