Não é de hoje que a situação política, econômica e agora militar está crítica no país vizinho do noroeste do Brasil que é a #Venezuela. Como se não bastasse o profundo momento de conturbação da ordem social atravessado pelo povo venezuelano, Nicolás Maduro, o presidente daquele país, emitiu ordens explícitas de continuar fechada a fronteira entre o país dele e o Brasil pelo prazo de mais 72 horas; o que está causando o aumento da preocupação é que há cidadãos brasileiros impedidos de retornar para casa no lado brasileiro.

O presidente Maduro deu ordens explícitas de que as fronteiras fossem fechadas na noite de segunda-feira, dia 12 de dezembro, sob a alegação de que a ação foi tomada para atacar as "máfias colombianas".

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O Itamaraty diz que “estão sendo realizadas gestões com vistas a buscar uma solução para o caso dos brasileiros que desejem retornar ao Brasil. Os brasileiros que necessitem de assistência consular emergencial devem contatar o Vice-Consulado do Brasil em Santa Elena de Uiarén".

A brasileira Márcia Cristina Medeiros, de 37 anos, que atua como esteticista e é moradora de cidade de Boa Vista, neste momento é mais uma brasileira que está impossibilitadas de sair do país vizinho. Ela está na Venezuela desde o dia 7 deste mês, acompanhada de duas outras colegas de Manaus.

Infelizmente estão sendo bastante comuns os conflitos e aumento dos enfrentamentos entre os cidadãos venezuelanos e a polícia bolivariana, ocorrendo saques das lojas locais e bancos sendo destruídos, tudo isso em função da ausência do abastecimento de comida e falta do de dinheiro circulante no país, declarou Márcia Cristina.

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A esteticista brasileira revelou um pouco da dura realidade na Venezuela, falando aos jornalistas de que não valem mais nada as notas equivalentes a 100 bolívares e sumiram todas as máquinas para saques com cartão. É perigoso ficar andando nas ruas por causa das conturbações sociais, com os manifestantes ateando fogo nos carros. Em Puerto Ordaz, já quase não há mais comida e caso alguém queira se alimentar, deve ficar esperando em filas quilométricas, disse a moça.

Elisete, que está com Márcia e é moradora da cidade de Manaus, explicou que foi à Venezuela a turismo e para fazer compras natalinas; todavia, está sendo proibida de deixar a nação sul-americana, o que a preocupada bastante, uma vez que o dinheiro está acabando e o contexto ao redor das mulheres está ficando cada vez mais precário e perigoso.

Neste meio tempo os brasileiros em geral estão torcendo para que tudo termine bem para todos os patrícios que estão em solo venezuelano e para a própria população da Venezuela, que anseia por um futuro melhor. #Crise econômica #Crise migratória