Nesta terça-feira (27), o presidente Tayyip Erdogan, em discurso no palácio presidencial em Ancara, capital da Turquia, fez acusações graves aos aliados dos #EUA, que atuam constantemente na guerra síria.

Tayyip Erdogan disse ter evidências que as forças de coalizão liderada pelos norte-americanos deram suporte a grupos terroristas do Estado Islâmico e militantes curdos do YPG (Unidade de Proteção Popular) e PYD (Partido de União Democrática).

"Eles nos acusaram de dar suporte aos terroristas do Estado Islâmico. Na verdade, eles é que dão suporte a esse grupo terrorista e inclusive aos militantes curdos do YPG e PYD. É bem claro, nós temos evidências confirmadas em imagens, fotos e vídeos.", declarou o presidente.

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A Casa Branca, em comunicação oficial no mesmo dia, classificou como ridícula a declaração feita pelos turcos.

Mark Toner, representante do Departamento de Estado, ainda reforçou: "Não é mistério para ninguém que os EUA dão suporte técnico aos grupos democráticos que atuam na guerra síria, sempre fomos muito transparentes sobre isso. Pois nos ajuda a cumprir com a nossa meta de deter o Estado Islâmico. Nós nunca aprovamos os EUA darem armas a esses grupos... Nós rejeitamos qualquer grupo que dê qualquer tipo de suporte para grupos terroristas."

Os conflitos entre os dois países iniciaram-se quando os turcos enviaram tropas à Síria com o pretexto de derrubar Assad. Além de tentar impedir que as milícias curdas, algumas delas aliadas dos americanos, ampliem as áreas sobre o seu controle.

Especialistas acreditam que a ação turca na guerra seja para evitar a formação de uma união da três grandes regiões autônomas curdas, aos quais fariam fronteira com o sul do país.

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O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), por outro lado, acusa a #Turquia de dar apoio ao #ISIS e, em abril deste ano, já havia afirmado que iria redobrar as sua forças para lutar na guerra.

"Os curdos se defenderão até o fim, enquanto esta for a estratégia turca, o PKK intensificará a guerra. A luta continuará até que os direitos inerentes dos curdos sejam aceitos", disse o líder curdo na época. O PKK é considerado um grupo terrorista tanto por Ancara, Washington e UE.